A rejeição ao governo de Javier Milei continua crescendo na Argentina. Pesquisa da AtlasIntel mostra que 53,8% dos entrevistados classificam sua administração como ruim ou muito ruim.
O levantamento também revela que 62% consideram ruim a situação econômica do país. Outros 49% acreditam que as condições irão piorar nos próximos seis meses.
A pesquisa nacional ouviu 2.202 pessoas entre 26 e 30 de junho e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
A perda de apoio ocorre após anos de ataques aos salários, às aposentadorias, às universidades e aos serviços públicos. Milei chegou ao governo prometendo acabar com os privilégios da chamada casta, mas dirigiu suas principais medidas contra os trabalhadores.
O presidente cortou despesas sociais, promoveu demissões no serviço público e reduziu o poder de compra da população. Ao mesmo tempo, preservou os banqueiros, pagou a dívida externa e ampliou a submissão da Argentina aos Estados Unidos e ao Fundo Monetário Internacional.
A inflação passou a crescer em ritmo menor porque a população perdeu condições de comprar. A queda do consumo, o fechamento de empresas e a destruição dos salários são apresentados pelo governo como sinais de recuperação.
Outro levantamento da AtlasIntel já havia registrado aprovação de apenas 36,4% e desaprovação próxima de 62%. O desemprego, as denúncias de corrupção e a desconfiança em relação à política externa de Milei aparecem entre as principais causas de sua impopularidade.





