Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos mantiveram nesta quarta-feira (5) a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A continuidade da paralisação foi aprovada em assembleia realizada na noite anterior.
A categoria rejeitou uma proposta do governo de São Paulo que repetia as condições apresentadas anteriormente e não garantia por escrito a manutenção dos postos de trabalho. Sem acordo, os ferroviários decidiram prosseguir com a mobilização.
A greve começou depois que o governo Tarcísio de Freitas foi obrigado a convocar trabalhadores da CPTM para reassumir temporariamente as três linhas entregues à empresa privada Trivia Trens. Problemas técnicos na operação da concessionária provocaram desorganização no sistema, obrigando a estatal a intervir.
A convocação confirmou que os ferroviários da CPTM são indispensáveis para o funcionamento das linhas. Mesmo assim, o governo informou que a operação estatal duraria somente 90 dias e não esclareceu o que aconteceria com os empregos depois desse prazo.
Os trabalhadores exigem a reestatização das linhas privatizadas, a garantia de todos os postos de trabalho, a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 e uma proposta oficial do governo estadual.
Durante a greve, os trens circularam com intervalos maiores. A Linha 11 operou entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases; a Linha 12, entre Brás e Engenheiro Goulart; e a Linha 13 percorreu todo o trajeto com redução na oferta.
O governo procura colocar os passageiros contra os grevistas, mas foi a privatização que criou a atual situação. Os ferroviários defendem seus empregos e um sistema de transporte que funcione sob controle estatal, e não segundo os lucros das concessionárias.





