A Justiça do Barém condenou nesta terça-feira (14) três pessoas à prisão perpétua sob a acusação de espionagem para o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), do Irã.
A Promotoria afirmou que os acusados colaboraram com integrantes do CGRI para auxiliar ações hostis contra o país. As autoridades não divulgaram provas que permitissem verificar as acusações.
As condenações fazem parte da repressão iniciada após o começo da guerra dos EUA e de “Israel” contra o Irã, em 28 de fevereiro. Desde então, centenas de pessoas foram presas, reuniões públicas foram proibidas e opositores foram encarcerados, principalmente entre a população xiita.
Perseguição aos xiitas
No início de maio, o Ministério do Interior anunciou a prisão de 41 cidadãos, entre eles cerca de 30 religiosos xiitas, acusados de espionagem e de ligações com o CGRI.
Três deputados também perderam seus mandatos depois de criticarem a repressão e o apoio da monarquia à guerra contra o Irã.
Em abril, o governo retirou a cidadania de 69 pessoas e de seus familiares por suposta “simpatia” com as ações iranianas.
Em março, o ativista xiita Mohammad al-Mousawi morreu sob tortura depois de ser acusado de espionagem. Imagens do corpo mostraram sinais de espancamento, golpes com cabos e queimaduras provocadas por choques elétricos.
O Barém tem população majoritariamente xiita, mas é governado pela família sunita Al Khalifa. O país abriga a Quinta Frota dos EUA, utilizada nas operações militares norte-americanas na região e na guerra contra o Irã.




