O gabinete de segurança de “Israel” aprovou em março a criação de 34 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada, mas manteve a decisão em segredo até esta terça-feira (14).
O plano foi apresentado pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e pelo ministro da Guerra, Israel Katz. Os assentamentos serão distribuídos por Samaria, Benjamin, colinas de Hebrom, vale do Jordão, Gux Etsion e Megilot.
Benjamin Netaniahu também aprovou um acordo de US$2,3 bilhões para construir 12 mil moradias em colônias ilegais na Cisjordânia.
O Hamas denunciou que a expansão faz parte da política sionista de tomar terras palestinas e expulsar seus habitantes. A organização também condenou o anúncio de Katz sobre a instalação de três postos de colonização no norte da Faixa de Gaza.
Segundo o partido palestino, as medidas correspondem a uma política de “deslocamento e limpeza étnica” e procuram “judaizar a terra palestina”.
O Hamas pediu uma ação imediata dos países garantidores do cessar-fogo para impedir que “Israel” imponha novos assentamentos pela força.
Colonização de Gaza
Netaniahu também deixou aberta a possibilidade de restabelecer colônias sionistas na Faixa de Gaza. Questionado pelo Canal 14, declarou: “não excluo isso, mas precisamos agir com sabedoria”.
O Hamas afirmou que as declarações de Katz sobre a destruição de Gaza demonstram a intenção de cometer genocídio contra os palestinos. A organização pediu ao Tribunal Penal Internacional que emita mandados de prisão contra o ministro e outros dirigentes sionistas acusados de crimes de guerra.



