Neymar Jr., o maior jogador de futebol de sua geração, se encontra com 34 anos. Já não é mais jovem, já não é capaz de explodir em campo como fazia no início da carreira. Isso, no entanto, não é um impeditivo para que jogue a próxima Copa do Mundo.
Em 2030, Neymar terá 38 anos. Será um ano mais novo do que Lionel Messi é hoje. O argentino tem 39 anos, joga como titular e segue como um dos artilheiros do torneio em curso. Cristiano Ronaldo, embora mais apagado, ainda é titular da equipe de Portugal, mesmo aos 41 anos. Por que, então, todos os jornais falam em “aposentadoria de Neymar”?
É uma profecia autorrealizada. Os abutres empregados pela imprensa brasileira já “preveem” que o craque brasileiro não será capaz de entrar em campo em 2030 para que ele, desde hoje, abandone qualquer perspectiva de jogar mais uma Copa do Mundo.
Martelam que acabou, que Neymar já era. A farsa se revela quando a campanha pede que o craque nem jogue mais pela Seleção. Que mal haverá de jogar no ano de 2026? Mesmo que Neymar não tenha condições de jogar a próxima Copa, sua experiência não seria positiva para organizar a próxima geração?
No jogo contra a Noruega, Bruno Guimarães, sob pressão, perdeu o pênalti que poderia ter mudado todo o jogo. Já Neymar, na prorrogação, sob forte provocação, se recuperando de lesão, não apenas converteu o pênalti, mas fez um golaço, quebrando a coluna do goleiro. A experiência faz toda a diferença. Neymar, além de experiente, é uma inspiração para essa molecada.
Em 1974, outro craque poderia jogar a Copa do Mundo. Edson Arantes do Nascimento tinha 34 anos, exatamente a mesma idade que Neymar. Seu físico, apesar de todas as porradas que levou em campo, estava em plenas condições de jogo. O Rei só viria a pendurar as chuteiras três anos depois.
A imprensa venal e lesa-pátria, já naquela época, fazia sua campanha suja contra os craques nacionais. Pelé estaria gordo, o futebol estaria se modernizando. Não faltavam críticas, dentro e fora de campo. Anos mais tarde, o próprio revelaria que decidiu não jogar a Copa da Alemanha porque, em resumo, estava de saco cheio.
Querem vencer Neymar da mesma forma. Querem apagar seu brilho para transformar o futebol mundial em um desfile de Haalands que, como jogadores de futebol, são excelentes brutamontes.





