O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026 após perder para a Noruega por 2 a 1, neste domingo (5), no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira fez uma partida de controle defensivo, criou as melhores oportunidades e teve amplo domínio no índice de gols esperados, mas desperdiçou chances decisivas e sofreu dois gols de Haaland na reta final.
A partida teve números que ajudam a explicar o que ocorreu em campo. A Noruega ficou mais tempo com a bola, com cerca de 66% de posse, contra 34% do Brasil. No entanto, a Seleção Brasileira finalizou mais: 14 vezes, contra nove dos noruegueses. O índice de gols esperados também foi muito superior para o Brasil: 2,73 contra 0,84. A diferença central esteve no aproveitamento das oportunidades. O Brasil criou, mas não concluiu. A Noruega teve poucas chances claras e marcou duas vezes.
O primeiro tempo mostrou o plano brasileiro. A equipe não pressionou a saída de bola da Noruega de maneira constante. Armado em um 4-4-2 sem a bola, com Matheus Cunha e Vinicius Junior à frente, o Brasil recuava as linhas, fechava os espaços por dentro e procurava atacar em velocidade. Gabriel Martinelli recompunha pelo lado esquerdo, Rayan fechava o corredor direito, Casemiro protegia a entrada da área e Bruno Guimarães ajudava a pressionar por dentro.
A Noruega circulava a bola, mas tinha dificuldade para transformar a posse em perigo real. Haaland, principal jogador da equipe, quase não participou da primeira etapa. O atacante ficou preso entre Gabriel Magalhães e Marquinhos, tocou pouco na bola e não teve espaço para finalizar em boas condições.
O Brasil, por outro lado, chegou com perigo várias vezes. Rayan apareceu pela direita e finalizou para fora. Martinelli surgiu livre na segunda trave, mas não conseguiu completar de cabeça. Em outro lance, o próprio Martinelli cruzou rasteiro, Danilo entrou na área, mas não conseguiu finalizar. A melhor chance veio no pênalti sofrido por Matheus Cunha, derrubado por Ajer dentro da área. Bruno Guimarães cobrou no canto esquerdo, e Nyland defendeu.
A defesa do goleiro norueguês foi um dos lances centrais da partida. O Brasil poderia ter aberto o placar ainda no primeiro tempo e obrigado a Noruega a mudar sua postura. Mesmo sem o gol, a Seleção seguiu criando mais do que o adversário. Vinicius Junior roubou a bola, avançou pela esquerda e obrigou Nyland a fazer outra boa defesa. Do lado norueguês, Ødegaard levou perigo em chute de fora da área, mas Alisson respondeu bem.
No segundo tempo, o quadro geral se manteve. A Noruega tinha mais posse, mas o Brasil continuava controlando os espaços mais importantes. Haaland permanecia sem influência decisiva no jogo. A Seleção Brasileira se defendia de maneira compacta e procurava acelerar quando recuperava a bola.
A entrada de Endrick no lugar de Matheus Cunha aumentou a capacidade de ataque em profundidade. Pouco depois de entrar, o atacante recebeu ótimo passe de Vinicius Junior e ficou cara a cara com Nyland. A finalização, no entanto, saiu para fora. Foi uma das melhores oportunidades da partida. Assim como o pênalti perdido no primeiro tempo, o lance poderia ter colocado o Brasil em vantagem.
Até cerca dos 66 minutos, a Seleção Brasileira executava bem a proposta. Mesmo com menor posse, o Brasil era quem tinha as melhores chances. Rayan e Martinelli cumpriam papel importante na recomposição pelos lados. Casemiro e Bruno Guimarães fechavam a faixa central. A defesa conseguia manter Haaland longe da zona de finalização.
A partir da metade da etapa final, o Brasil mudou sua estrutura. Neymar e Danilo Santos entraram nos lugares de Martinelli e Rayan. A Seleção passou a atuar mais próxima de um 4-3-3, com Neymar por dentro, Vinicius Junior e Endrick mais abertos e os volantes tentando dar sustentação ao meio de campo. A alteração deu ao Brasil mais presença técnica por dentro, mas reduziu a compactação sem a bola.
Com Neymar solto para buscar o jogo e Endrick aberto pela direita, o Brasil passou a recompor com menos força pelos lados. O corredor direito, antes protegido por Rayan, ficou mais exposto. A Noruega percebeu o espaço e começou a atacar por aquele setor. Casemiro precisou se deslocar mais vezes para cobrir a lateral, abrindo espaços na entrada da área.
Aos 79 minutos, saiu o primeiro gol da Noruega. A jogada nasceu pelo lado direito da defesa brasileira. A equipe norueguesa conseguiu avançar, cruzou para a área e Haaland se antecipou à marcação para cabecear. Até aquele momento, o centroavante não tinha feito nada. A bola não chegava nele, e quando chegava, ou era facilmente desarmado ou nem conseguia dominar. No primeiro lance mais favorável, fez o gol, valendo-se não de sua habilidade, mas de sua estatura.
Depois do gol, o Brasil tentou reagir imediatamente. A Seleção passou a atacar mais, mas encontrou dificuldade para ocupar a área. Neymar buscava a bola, Vinicius Junior tentava acelerar pela esquerda e Endrick permanecia aberto. Nyland precisou salvou a Noruega em um lance que quase terminou em gol brasileiro, com a bola tocando na trave.
A pressão brasileira abriu mais espaços. Aos 90 minutos, a Noruega chegou ao segundo gol. Em uma saída rápida, Haaland recebeu com liberdade na entrada da área, teve tempo para dominar, ajeitar o corpo e bater de canhota, rasteiro, sem chance para Alisson. Foi a segunda oportunidade decisiva do atacante e o segundo gol norueguês.
O Brasil ainda diminuiu nos acréscimos. Após disputa na área, o árbitro marcou pênalti em Casemiro. Neymar cobrou bem e fez o gol brasileiro. O lance, porém, veio tarde demais. Pouco depois, a partida foi encerrada.
A eliminação veio em um jogo no qual o Brasil produziu o suficiente para vencer. A Seleção teve mais finalizações, melhor índice de gols esperados, criou pênalti, teve chance clara com Endrick, boa jogada de Vinicius Junior e outras chegadas perigosas. A Noruega foi mais eficiente. Haaland quase não apareceu durante a maior parte da partida, mas decidiu nos dois lances em que teve espaço.
Nem mesmo os abutres da imprensa conseguem esconder a superioridade técnica da equipe brasileira. Os comentaristas venais culpam o técnico, os jogadores e, é claro, o craque Neymar, que jogou menos de 45 minutos durante toda a Copa.
A queixa da imprensa é moral. Neymar teria causado a derrota do Brasil, segundo eles, por ser “mimado”. Nunca aparecem o efeito nefasto dos árbtiros de vídeo, da imprensa, do próprio governo norte-americano.
O Brasil, embora derrotado por um time de pernas de pau, sai de cabeça erguida. Demonstrou bom futebol, ao contrário de seleções como a Alemanha e a Holanda, eliminadas por praticar um futebol burocrático e truculento. A atitude de Neymar de lutar até o fim, chamar a responsabilidade na cobrança do pênalti e provocar os brucutus nórdicos é o grande exemplo de dignidade da Seleção. Parabéns, meninos, vocês não devem nada aos inimigos do Brasil!





