Antes de mais, em sede futebolística, para qualquer polêmica, sim, o Hexa vem e a seleção convocada é a ideal, porque é a que precisa vencer o campeonato mundial de seleções de 2026. Todo o debate em torno disso que não seja positivo para o Hexa e a própria seleção é um debate pernicioso e, naturalmente, lazarento.
Aí que estão os críticos de Neymar, que torcem contra ele mesmo quando ele veste a camisa 10 da seleção brasileira na luta que se inicia em torno do Hexa. O correto é torcer pela sua melhora física e que traga o Hexa. É tudo que podemos dizer.
Casagrande e outros, não. Como sabotadores do plano Hexa — algo muito comum na imprensa “brasileira” —, insistem em desestabilizar Neymar, o que, por tabela, é desestabilizar a seleção.
Em entrevista recente ao Metrópoles, Casão afirmou que não levaria Neymar para a Copa, pois:
“O Neymar não está jogando bem há muito tempo. Não tem explosão, não tem arranque, não tem intensidade. Então, eu não convocaria.”
Aos 34, Neymar, obviamente, não tem o mesmo físico de dez anos atrás, quando, inclusive, venceu, com a seleção brasileira, o inédito título olímpico de futebol — o último que faltava para a seleção nacional.
Mas isso não é obstáculo. Em 2002, Rivaldo e Cafu, dois nomes fundamentais naquela Copa, estavam com 30 e 32 anos, respectivamente. Se a tal intensidade aumentou nesse período, também melhoraram os tratamentos físicos de conjunto. Este argumento, tão utilizado pela imprensa anti-Neymar, não serve para não levar o craque para a Copa.
Além disso, “eram dois jogadores [Estêvão e Rodrygo] que eram líderes técnicos do time dele. Ele contava muito com aqueles caras. Se os dois estivessem bem, eu acho que ele não levaria o Neymar”. Aqui é um campo especulativo no qual não é possível saber se sim ou se não. Mas, se considerada a habilidade e a “liderança técnica”, Neymar tem de sobra.
O rei do mau-olhado, Casagrande, ainda muito contrariado com o fiasco de sua própria campanha contra Neymar, carimba que não “considera o Brasil como um dos favoritos para ganhar a Copa do Mundo”.
Outro político do futebol, Juca Kfouri, disse que:
“Neymar Júnior é como a família Bolsonaro: faz tudo errado, mas está sempre no meio da notícia, está sempre causando. É exatamente isso que eu penso”
entregando que, na realidade, ele tem uma divergência com a suposta política de Neymar, não com seu futebol. Já Milly Lacombe saiu com o petardo de que “Neymar terá que lidar com o fato de defender um país que não gosta dele”, quando, na realidade, sua convocação foi a primeira festa da Copa do Mundo.
Estando bem, estando mal, jogando ou não, em casa ou em campo, Neymar é um dos futebolistas mais caluniados e atacados pela imprensa nacional nos últimos 20 anos, de maneira ininterrupta. É uma das campanhas mais vigorosas da imprensa burguesa brasileira, inegavelmente, e que conta com seus contratados, como Casagrande, Kfouri e Lacombe.
É sob esse ponto de vista que deve ser vista a campanha da imprensa contra Neymar. Não tem nada a ver com aspectos médicos e técnicos, mas com uma política deliberada de destruir o melhor profissional daquilo que o brasileiro faz de melhor: o futebol. É um problema de ataque contra a soberania nacional, a cultura do povo brasileiro, os pontos positivos, inquestionáveis e, mais importante, vitoriosos.
Nesse sentido, no momento atual, para as pessoas que defendem minimamente o povo brasileiro, é hora de torcer para a seleção e para que Neymar arrebente na Copa e traga o inédito hexacampeonato. Será, decerto, uma vitória dos interesses do povo brasileiro, dos trabalhadores, de gente de carne e osso, e uma derrota das hienas da imprensa capitalista.




