Internacional

Rússia faz o que Brasil deveria fazer: deter soldados israelenses

O Ministério das Relações Exteriores de “Israel” informou a detenção de ao menos 40 israelenses em território russo

O Ministério das Relações Exteriores de “Israel” informou a detenção de ao menos 40 israelenses em território russo. Os israelenses foram detidos para interrogatório sob suspeita de envolvimento na guerra EUA-“Israel” contra o Irã. Moscou declara como ilegal a guerra de agressão contra os iranianos que começou em 28 de fevereiro.

O caso tomou notoriedade com o comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores de “Israel” nesta segunda-feira (20): “Imediatamente após saber do incidente, sob a instrução do ministro das Relações Exteriores [israelense] Gideon Saar, o ministério agiu tanto com o Ministério das Relações Exteriores em Moscou quanto com a Embaixada da Rússia em Israel”. Afirmou o Ministério das Relações Exteriores israelense.

“Após esta intervenção, o incidente foi resolvido e a entrada dos israelenses foi aprovada. Os russos foram levados a entender que essa conduta é completamente inaceitável, e Israel vê o incidente com grande seriedade”. Complementou o ministério em seu comunicado.

Detenção e soltura

Segundo a agência de notícias russa Mediazone, os 40 suspeitos foram detidos para interrogados no Aeroporto Domodedovo, em Moscou. Os mesmos teriam se queixado de serem mantidos por cinco horas sem hidratação e alimentação, algo muito distante do tratamento dispensado pelos sionistas aos seus presos políticos.

Entre os detidos se encontravam cidadãos russos com dupla cidadania. Os israelenses citaram que as forças de segurança russas teriam dito aos detidos que um inimigo do Irã “é nosso inimigo também”.

Conforme a agência de notícias russa Novaya Gazeta, os detidos foram liberados após o interrogatório e darem ciência em documentos de “aviso” sobre a obrigatoriedade de cumprimento da lei russa.

No procedimento “os israelenses foram informados de que não eram bem-vindos e não deveriam ter vindo”, destacou a Novaya Gazeta. Expondo a posição das autoridades russas em desaprovação às agressões imperialistas contra o povo iraniano.

Em dezembro de 2019, um caso semelhante envolveu israelenses no aeroporto de Moscou. À época estes foram detidos por problemas nos acordos de visto.

Essas ocorrências denunciam não haver a intervenção sionista no aparato estatal russo com a mesma intensidade que no Brasil. Ocorrendo nesse sentido uma atuação com maior coerência e mostra seu desacordo com ações e interesses do imperialismo.

Um exemplo ao Brasil

Neste sentido, a ação estatal russa em prender criminosos de guerra é um exemplo ao Estado brasileiro. O Brasil deveria, assim como a Rússia, prender e dar o tratamento legal cabível aos que reconhecidamente cometeram crimes de guerra.

Temos que ressaltar que estes crimes de guerra já foram objeto de julgamento no Tribunal Penal Internacional (TPI), do qual o Brasil é signatário e membro. O conhecido Tribunal de Haia, foi criado em 2002 pelo Estatuto de Roma visando julgar indivíduos por genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e agressões.

A Rússia, EUA e “Israel” não são signatários, embora ambos tenham chegado a assinar o Estatuto de Roma no ano 2000, nenhum deles o ratificou e, posteriormente, ambos retiraram formalmente suas assinaturas. O Brasil subscreveu o estatuto em 1998 e ratificou em 2002. O que tornaria uma obrigação legal ação estatal contra os indivíduos enquadrados nestas tipificações.

Prevaricação ante o sionismo

Infelizmente, o governo Lula parece não controlar a Polícia Federal, que dá a impressão receber ordens da CIA e do Mossad; por isso, retarda ou negligência os atos de ofício contrários ao interesse do sionismo. Permitindo que esses passem por cima da legislação brasileira.

Um caso bastante ilustrativo dessa política foi o ocorrido com Yuval Wagdani, um reservista do exército israelense de 21 anos, em férias na Bahia, que por ordem da Justiça Federal foi alvo de investigação da Polícia Federal (PF), havendo suspeita de crimes de guerra cometidos na Faixa de Gaza.

Wagdani teve seu passaporte liberado pela PF, e com a cobertura desta conseguiu debandar ileso do território nacional. O caso foi caracterizado pela chancelaria israelense como uma retirada “rápida e segura”. A entrega pela PF do passaporte de um investigado foi denunciada por entidades de apoio à Palestina e de luta contra o genocídio.

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