Jones Manuel lançou uma campanha que é (mais) um verdadeiro estelionato político: que a esquerda participe dos debates presidenciais, mas quando vai explicar quem deve participar nomeia apenas PCB, PSTU e UP. Ou seja, não é a “esquerda” que ele quer no debate, mas os seus amigos. Que a política brasileira é clientelista e fisiológica não é novidade. Este ataque ao PCO é (mais) um estelionato político do “revolucionário”.
É uma política antidemocrática (alguma novidade?). Para nós, a questão é simples: reivindicamos igualdade de condições para todos os candidatos. É uma defesa do direito democrático do eleitor e não dos nossos compadres.
É também uma atitude mesquinha. Jones não aceita as duras e justificadas críticas que fizemos e fazemos a ele como revolucionário de salão: quer revolução, mas não quer armar o povo; diz que é contra o imperialismo, mas alega que as ONGs de George Soros são entidades filantrópicas e não organizações para financiar a contrarrevolução imperialista e por aí vai. Jones é o candidato identitário e pequeno-burguês por excelência.
Claro que teremos que ouvir a sandice de que “o PCO não é de esquerda”, o que é uma pérola vindo de uma pessoa cujo partido faz parte da frente única que vai até Geraldo Alckmin, Simone Tebet, Márcio França e a sionista Tábata do Amaral.
Escandalizar-se com isso é ocioso diante da pessoa que rompeu com dois partidos “revolucionários” na sua busca por um cargo no Parlamento.
Pedro renegou Cristo três vezes e se redimiu. Já a cota de Jones Manoel em relação à esquerda e à honestidade política transbordou há muito tempo.





