A secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Lori Chavez-DeRemer, deixará o cargo em meio a uma investigação interna sobre suposta má conduta. O anúncio foi feito pela Casa Branca, que não informou a data exata da saída. A demissão ocorre em um momento de crescente instabilidade no governo de Donald Trump e representa a terceira baixa de nível ministerial nas últimas semanas.
De acordo com informações divulgadas por autoridades norte-americanas, a passagem de Chavez-DeRemer pelo Departamento do Trabalho foi marcada por controvérsias e por várias denúncias apresentadas dentro do próprio órgão. Entre as alegações sob investigação estão um relacionamento inadequado com integrante de sua equipe de segurança, uso de funcionários para tarefas pessoais e tentativas de adaptar viagens oficiais a atividades privadas.
A defesa da secretária rejeitou as acusações. Seu advogado afirmou que as denúncias são “tendenciosas e absurdas”. A própria Chavez-DeRemer não enfrentou diretamente as alegações ao anunciar sua saída. Limitou-se a dizer que considerava uma “honra servir” no governo Trump e informou que deixará o posto para assumir função no setor privado.
Em seu lugar, assumirá interinamente Keith Sonderling, que declarou que o governo continuará priorizando os trabalhadores norte-americanos. A troca, no entanto, não elimina o desgaste político provocado pela investigação nem a impressão de crise permanente que vem marcando a administração republicana.
Chavez-DeRemer ocupava o cargo desde março de 2025, período em que o Departamento do Trabalho esteve no centro de uma ampla ofensiva contra regulações e estruturas federais. Sua gestão coincidiu com cortes expressivos de pessoal em diferentes agências do governo e com propostas para enfraquecer proteções trabalhistas em setores como construção, saúde e mineração.
O próprio Departamento do Trabalho perdeu parte considerável de sua força de trabalho nesse período, o que gerou preocupação entre economistas e formuladores de políticas públicas sobre os efeitos duradouros da medida na produção de dados trabalhistas e na capacidade de fiscalização do Estado.




