Nesta sexta-feira (20), foi ao ar o terceiro episódio do programa Plantão Irã, uma produção da Causa Operária TV em parceria com o Diário Causa Operária. O episódio contou com a participação dos comentaristas fixos Victor Assis e Francisco Weiss Muniz, bem como de Juca Simonard, que ancorou o programa em substituição a Pedro Burlamaqui, que deve voltar a apresentar o Plantão Irã a partir da segunda-feira (22).
Logo de início, os participantes debateram as falsificações da imprensa imperialista, com Juca Simonard destacando que “esse daqui é um programa que é uma iniciativa contra tudo que a imprensa burguesa fala sobre a guerra, que é tudo mentira”. Ele afirmou que a cobertura de veículos como The New York Times foca em uma suposta fragilidade iraniana que não corresponde à realidade, pontuando com firmeza que “o assassinato dessas lideranças não abala nem um pouco a questão da luta do Irã contra imperialismo”.
Victor Assis trouxe uma perspectiva técnica e política sobre os ataques iranianos, desfazendo a ideia de agressões aleatórias. Ele esclareceu que o foco do Irã é cirúrgico, atingindo a infraestrutura energética dos aliados dos Estados Unidos. Assis também foi incisivo ao descrever a repressão sofrida por jornalistas na região, comparando a situação atual com a guerra na Faixa de Gaza e afirmando que “para esconder os crimes, você precisa reprimir duramente os jornalistas, seja jogando bomba em cima deles, seja prendendo-os”. Ele ainda pontuou a crise vivida por países como Dubai, que estariam entrando em colapso devido aos bombardeios.
Francisco Weiss, por sua vez, analisou a forma como os Estados Unidos e “Israel” lidam com suas próprias perdas. Ele ironizou as justificativas oficiais para a morte de soldados norte-americanos, sugerindo que o governo norte-americano prefere parecer inepto a parecer vulnerável. Ele também abordou a delicada questão dos judeus ultraortodoxos em Israel, os haredi, que são contrários ao Estado sionista por questões teológicas. Weiss argumentou que a própria existência do Estado de “Israel” e suas ações militares são o que fomenta o sentimento de rejeição, declarando que “as ações do Estado de Israel geram o clima de antissemitismo muito grande”.
O assunto principal do programa foram os bombardeios à refinaria de Haifa, nos territórios ocupados por “Israel”. Segundo Victor Assis, a usina é uma das duas únicas refinarias de “Israel”, de modo que os danos causados pelo Irã poderão causar um grande apagão. Ele destacou que, em apenas 90 minutos, a resistência disparou cinco ondas de mísseis contra os territórios ocupados, causando grande destruição à refinaria.
Durante o programa, os participantes também deram detalhes sobre o lançamento da tradução para o português do romance autobiografado do revolucionário palestino Iahia Sinuar, O Espinho e o Cravo. Juca Simonard explicou que a obra, escrita nas masmorras israelenses, é um relato fundamental para entender a formação recente de Gaza. Ele detalhou como a Universidade Islâmica de Gaza surgiu do esforço militante, passando por uma fase em que funcionava em tendas. Ele ressaltou que “o próprio Iahia Sinuar foi um desses estudantes dessa universidade, então a história que ele conta é história verídica sobre o que aconteceu”, ligando a trajetória intelectual do líder à sua atuação militar.
Por fim, o programa abordou a revelação das ações do grupo hacker Handala, que teria vazado documentos confidenciais do Mossad. Francisco Weiss destacou a gravidade da infiltração da inteligência israelense em aparatos repressivos de outros países, inclusive no Brasil. Ele alertou para a importância desses vazamentos, definindo o Mossad como um organismo perigoso e afirmando que “ter as informações a esse respeito seria muito importante para um esclarecimento geral da população mundial desse grupo que é um grupo extremamente criminoso”.
Quer ficar por dentro de tudo o que acontece na guerra do Irã contra o imperialismo e o sionismo? Assista ao programa na íntegra:





