Neste sábado (28), a partir das 10h, ocorreu a manifestação convocada pelo Partido da Causa Operária (PCO) em Brasília em defesa do Irã, contra a guerra de agressão que o imperialismo quer impor ao país. O ato foi feito no Armazém do Campo, no centro da capital federal, e contou com a participação de representantes de diversos movimentos, partidos e organizações, como Partido dos Trabalhadores (PT), Sindicato dos Bancários de Brasília, Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal), Comitê Anti-imperialista Abreu e Lima, entre outros. Um representante da Embaixada do Irã no Brasil também participou do evento.
“Este é o momento em que precisamos ir às ruas em defesa do Irã. O imperialismo está agindo no sentido de acabar com a Revolução Islâmica e, por isso, temos o dever de defender o povo iraniano contra essa agressão”, afirmou Expedito Mendonça, membro da Direção Nacional do PCO, ao Diário Causa Operária (DCO).
A manifestação foi marcada ainda no começo de fevereiro, após reunião do Comitê Central Nacional do PCO. Poucas horas antes do início, no entanto, os Estados Unidos e “Israel” lançaram uma série de bombardeios contra o Irã, iniciando mais uma agressão ao país persa. Também foram realizados atos em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de retransmissões do evento da capital paulista em outras cidades do País.
Compondo a mesa que conduziu a manifestação, estiveram o xeique Alí Reza, representante da Embaixada do Irã; Sayid Marcos Tenório, historiador e dirigente do Ibraspal; Expedito Mendonça, do PCO; e Pedro Burlamaqui, dirigente da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).
“Mais de 95% dos veículos de imprensa no Brasil estão produzindo mentiras. Aqui, falam que fake news é crime. Onde fica essa lei para o povo iraniano?”, questionou o xeique Alí Reza durante sua intervenção na manifestação.
Reza destacou que, com a agressão da manhã deste sábado, o imperialismo mostrou sua “mão de sangue”. O representante diplomático iraniano destacou a contradição entre a campanha dos Estados Unidos contra o regime iraniano, de ajuda ao povo para “se libertar da ditadura dos aiatolás”, com o que estão fazendo agora no Irã, citando o massacre de crianças perpetrado por “Israel” em uma escola primária de meninas de Minab.
Já Sayid Tenório ressaltou que “o Irã não atacou nenhum país desde a revolução de 1979”, destacando que, na atual crise, já ocorreram quatro negociações. “Hoje nós vimos de maneira covarde, sorrateira, um ataque contra a soberania iraniana”, disse. Ele também destacou o direito iraniano de se defender da agressão imperialista:
“É evidente que o Irã tem direito a sua legítima defesa e está o exercendo. As redes sociais estão mostrando a chegada dos mísseis iranianos ao território da Palestina ocupada e aos postos e interesses estadunidenses naquela região. Isso é sintoma de que o imperialismo não tem nada a oferecer à humanidade a não ser a guerra, a ocupação, o domínio e o saque das riquezas nacionais. Nós poderemos ser os próximos”, afirmou.











