O Ministério do Interior de Cuba (Minint) informou nesta quarta-feira (25) que as Tropas Guardafronteras neutralizaram uma agressão armada em águas territoriais cubanas, após uma lancha rápida com matrícula da Flórida, nos Estados Unidos, abrir fogo contra uma unidade cubana durante abordagem de identificação ao norte da província de Villa Clara.
De acordo com o comunicado, na manhã de 25 de fevereiro de 2026 foi detectada uma lancha rápida infratora dentro das águas territoriais de Cuba, registrada na Flórida sob o número FL7726SH. A embarcação se aproximou a cerca de uma milha náutica ao nordeste do canalizo El Pino, em Cayo Falcones, município de Corralillo, província de Villa Clara.
O Minint relatou que uma unidade de superfície das Tropas Guardafronteras, com cinco combatentes, aproximou-se para proceder à identificação. Nesse momento, os ocupantes da lancha infratora abriram fogo contra os efetivos cubanos. Os disparos feriram o comandante da embarcação cubana. As forças cubanas responderam conforme os protocolos de defesa legítima.
Como consequência do enfrentamento, até o fechamento das informações divulgadas, quatro agressores foram abatidos e outros seis ficaram feridos. Os feridos foram evacuados e receberam assistência médica em instituições cubanas.
O Minint afirmou que, diante dos “atuais desafios”, Cuba mantém a determinação de proteger suas águas territoriais, destacando que a defesa nacional é um pilar da segurança do Estado para a proteção da soberania e a estabilidade regional. As autoridades competentes seguem investigando o caso para o total esclarecimento dos fatos.
O episódio ocorre em meio ao agravamento das tensões entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos e a uma crise de combustível na ilha, aprofundada pelas medidas norte-americanas contra o país. O governo dos Estados Unidos mantém, desde 1958, um embargo de armas e, desde 1960, um embargo comercial amplo contra Cuba, consolidado e ampliado ao longo das décadas. Em 12 de março de 1996, a Lei Helms–Burton foi assinada, reforçando sanções e prevendo punições a empresas estrangeiras que façam negócios com Cuba.
Mais recentemente, em 29 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando emergência nacional referente a Cuba e autorizando tarifas contra países que forneçam petróleo à ilha, medida que intensificou a pressão sobre importações de combustível. Segundo as informações divulgadas, a decisão teve efeito imediato sobre o abastecimento, levando o governo do México a interromper envios de petróleo por temor de punições comerciais, num quadro em que a restrição a remessas venezuelanas também contribuiu para a escassez.





