O governo da Venezuela confirmou, por meio de comunicado oficial divulgado em Caracas em 12 de junho, a realização de uma operação de segurança no sudeste do estado Bolívar, apresentada como uma ação combinada entre organismos venezuelanos e dos Estados Unidos.
Segundo o texto oficial, a ação ocorreu “no marco de uma operação combinada entre organismos de segurança da Venezuela e dos Estados Unidos no sudeste do estado Bolívar”. O governo afirmou que, durante a operação, “foram desarticuladas estruturas de delinquência organizada que operavam na zona”.
O comunicado informou ainda que houve enfrentamentos com integrantes dessas organizações. “Durante o desenvolvimento da operação se produziram enfrentamentos com integrantes destas estruturas criminais, nos quais resultou neutralizado Héctor Rusthenford Guerrero Flores, vulgo ‘Niño Guerrero’, cabecilha de uma organização criminosa”, afirmou o governo venezuelano.
A informação foi publicada também pela teleSUR, que citou o Ministério de Comunicação da Venezuela como fonte. De acordo com a emissora, a operação levou à morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apresentado pelas autoridades como dirigente de uma organização delituosa.
O ponto mais destacado do comunicado é a forma como o governo venezuelano descreveu a participação norte-americana na operação. O texto afirma que a ação “contou com apoio tecnológico especializado” e ocorreu “mediante mecanismos de cooperação e intercâmbio de informação de inteligência entre as autoridades de ambos os países”.
O comunicado não detalhou quais órgãos dos Estados Unidos participaram da operação, qual tecnologia foi empregada, que tipo de informação de inteligência foi trocada, nem o alcance da presença norte-americana no planejamento ou na execução da ação. Também não informou se a cooperação foi pontual ou se faz parte de um mecanismo permanente entre os dois governos.
Ao apresentar a posição oficial, o governo venezuelano procurou enquadrar a operação como parte do combate à delinquência organizada. “Felicitamos a labor de todos os funcionários e organismos de segurança e instituições que participaram nesta exitosa operação”, declarou o comunicado.
No encerramento, o texto afirmou que “a República Bolivariana da Venezuela reafirma seu compromisso com a luta contra a delinquência organizada e continuará adotando as medidas necessárias para garantir a paz, a tranquilidade e a proteção de nosso povo”.
A operação ocorre em um momento em que os Estados Unidos mantêm uma longa política de pressão contra a Venezuela, marcada por sanções, bloqueios econômicos e ingerência direta na política interna do país. Mesmo assim, no caso anunciado pelo governo venezuelano, a posição oficial foi a de apresentar a ação como resultado de cooperação de segurança e intercâmbio de inteligência com autoridades norte-americanas.





