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Plantão Irã denuncia novo bombardeio de Beirute

Presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que perde o sentido manter conversações com os Estados Unidos enquanto "Israel" agir sem restrições

A edição do programa Plantão Irã transmitida neste domingo (15) pela Causa Operária TV (COTV), discutiu o recente bombardeio israelense contra a capital do Líbano, Beirute, e as perspectivas para a assinatura do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.

O ataque israelense atingiu um edifício residencial de cinco andares, resultando no assassinato de três civis (incluindo duas mulheres) e deixando ao menos 16 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano. “Israel” alegou que a ação foi uma resposta a uma incursão de drones do Hesbolá contra a Galileia. O apresentador Victor Assis, no entanto, rechaçou o pretexto, classificando-o como parte de uma série de “mentiras” do imperialismo e do sionismo.

O bombardeio ocorreu poucas horas antes da assinatura programada de um memorando de entendimento e cessar-fogo mediado por Donald Trump. A sabotagem militar gerou forte irritação no mandatário norte-americano.

“Por que o Bibi teve que fazer a porra desse ataque? Eu fiquei muito p* e deixei bem claro para ele: ele não tem juízo nenhum”, disparou Trump à imprensa de seu país, segundo relatos trazidos pelo programa.

De acordo com o Plantão Irã, a iminência do acordo de paz expôs fraturas profundas dentro do Estado de “Israel”. O jornal israelense Ynet publicou relatos de oficiais do exército que afirmam categoricamente que “Trump ferrou com eles”, classificando o memorando de entendimento com o Irã como uma verdadeira catástrofe para os objetivos iniciais da guerra.

A oposição israelense, liderada por Jair Lapid, utilizou suas redes sociais para atacar o governo de Benjamin Netaniahu. Em publicação na plataforma X, Lapid afirmou:

“O acordo emergente não atinge nenhum dos objetivos de guerra de ‘Israel’. O regime [iraniano] sobrevive, seu programa de mísseis permanece intacto e o Irã pode reconstruir seu programa nuclear.”

Para Victor Assis, a reação desesperada de “Israel” derruba a tese de que o sionismo controla a política externa dos Estados Unidos. Ele avalia que o imperialismo norte-americano está disposto a “rifar” Netaniahu para preservar seus próprios interesses domésticos. O desespero do primeiro-ministro israelense, segundo a análise, baseia-se no cálculo de que o fim da guerra provocará a queda de seu governo, abrindo caminho para processos judiciais e sua eventual prisão.

Diante do ataque em Beirute, as autoridades de Irã fecharam as portas para a continuidade imediata das negociações. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que perde o sentido manter conversações com os Estados Unidos enquanto “Israel” agir sem restrições.

Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano, também se manifestou na rede X, afirmando que os crimes do regime sionista em Dahiyeh provam que os Estados Unidos são fracos e incapazes de controlar seu aliado, garantindo que “uma resposta forte está a caminho”.

Paralelamente, o comando militar do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) advertiu que as forças armadas do país já estão com o “dedo no gatilho”, prontas para responder a qualquer erro de cálculo do inimigo com ataques devastadores. Diante da ameaça iminente de chuva de mísseis, a liderança política e militar de “Israel” passou a se reunir às pressas em bunkers subterrâneos protetores.

Em uma nota de bastidor descrita como cômica por Pedro Burlamaqui, foi revelado que a equipe diplomática do Irã incluiu um psicólogo nas negociações das últimas semanas para traçar o perfil de Donald Trump. O laudo técnico apontou que o presidente norte-americano opera em um estado mental debilitado.

No plano interno, o Irã anunciou um duro golpe contra redes de sabotagem estrangeiras. O Ministério de Inteligência do país confirmou a prisão de 126 organizadores de protestos de caráter golpista que ocorreram em janeiro, antes do início formal das agressões externas. Na mesma operação de contrainteligência, um espião direto do Mossad que mantinha contato com uma base operacional em Londres foi capturado enquanto tentava vazar dados estratégicos de lideranças militares e políticas de alto escalão do Irã. Adicionalmente, uma célula terrorista da linha Takfiri de quatro membros foi desmantelada nas cidades de Konarak e Chabahar, resultando na apreensão de fuzis Kalashnikov e milhares de munições.

O grupo de hackers Handala reivindicou o sucesso de uma invasão de alta sensibilidade contra os sistemas do FBI. Os ativistas afirmaram ter interceptado o sinal de câmeras de monitoramento e drones do tipo FPV (visão em primeira pessoa) equipados com reconhecimento facial, coletando matrículas e registros de agentes em solo norte-americano.

O grupo emitiu um alerta explícito direcionado à segurança da Copa do Mundo nos Estados Unidos, ironizando que os drones estão por toda parte e podem interceptar os ônibus das seleções das quais eles não gostam. O Handala também alegou monitorar bases militares dos EUA no Barém e possuir dados secretos sobre o ataque de março que vitimou 84 marinheiros iranianos.

A bancada do Plantão Irã também denunciou a condenação de cinco ativistas do grupo Ação Palestina no Reino Unido pelo juiz Jeremy Johnson. Os manifestantes receberam penas somadas que ultrapassam 20 anos de prisão em regime fechado, sob a acusação de terem causado mais de 1 milhão de libras em danos ao sabotarem instalações da fábrica de tecnologia militar Elbit Systems, em Bristol, que fornece drones para o exército israelense.

Victor Assis classificou a sentença, que utilizou o agravante de “ligação com o terrorismo”, como uma medida típica de um regime ditatorial e autoritário. Ele criticou duramente o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, do Partido Trabalhista, definindo-o como um instrumento pro-imperialista controlado diretamente pelas agências de inteligência MI5 e MI6. O apresentador ponderou que essa postura de traição à classe operária é o que está impulsionando o surgimento de dissidências de esquerda massivas na Inglaterra, lideradas por figuras como Jeremy Corbyn.

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