São Paulo

Debate: a Revolução Islâmica no Irã

Exposição foi exibida ao vivo na Causa Operária TV (COTV) e contou com a participação do Xeique Hossein Khaliloo, Rheda Sueid, do Campo Progressista Árabe, e Antônio Carlos, do PCO

Na noite desta quinta-feira (12), no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP) de São Paulo, ocorreu a palestra A Revolução Islâmica no Irã. Com início às 19h30, a palestra durou cerca de uma hora e meia e teve sua mesa composta pelo Xeique Hossein Khaliloo, Rheda Sueid, do Campo Progressista Árabe, e Antônio Carlos, da Direção Nacional do Partido da Causa Operária (PCO).

Durante sua fala, Sheik Hossein destacou o caráter democrático da fundação da República Islâmica, ressaltando que o sistema de governo foi escolhido por mais de 98% da população em votação após a revolução de 1979. Ele enfatizou que a força do Irã reside na união do povo, que continua a sair às ruas aos milhões para defender o país, apesar das sanções econômicas e da pressão externa. As manifestações massivas na ocasião do aniversário da revolução, ocorridas em mais de 1.500 cidades, provam que a revolução não é apenas um acontecimento histórico, mas algo defendido diariamente pela população.

O ativista Reda Sueid abordou o impacto da revolução no Oriente Próximo, lembrando que o Irã rompeu laços com o sionismo ao fechar a embaixada de “Israel” e abrir a da Palestina logo após a tomada de poder. Segundo Sueid, o Irã tem sido um pilar fundamental no apoio aos movimentos de libertação nacional e à resistência palestina e libanesa, mantendo-se firme contra agressões e tentativas de desestabilização organizadas pelo imperialismo, como as chamadas revoluções coloridas. Para ele, os princípios da revolução permanecem intactos frente ao cerco imperialista.

Respondendo a perguntas da plateia, surge o assunto dos direitos das mulheres no Irã. Sheik Hossein apresentou dados indicando que quase 60% dos estudantes universitários no país são mulheres e que elas ocupam mais de 35% dos cargos públicos. Ele destacou ainda o papel técnico das mulheres no recente lançamento de três satélites iranianos e sua forte presença na medicina e nos esportes, argumentando que a mulher iraniana possui hoje mais direitos e acesso à educação do que durante a monarquia.

Ao final, os integrantes da mesa reforçaram a importância da mobilização popular como a principal arma de defesa da soberania nacional. Citando o Ministro da Defesa do Irã, foi dito que a presença consciente do povo nas ruas é “mais potente que qualquer bomba ou míssil”.

Assista ao debate na íntegra por meio do link abaixo:

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