Oriente Médio

Hamas declara estar aberto a acordo que acabe com a guerra

Partido palestino afirmou que os mediadores estão trabalhando intensamente para reduzir as divergências e estabelecer uma base para negociações sérias

Nesta terça-feira (1º), Donald Trump, presidente do Estados Unidos, fez publicação em sua página da Truth Social (rede social sua) afirmando que apresentou proposta de um cessar-fogo de 60 dias a “Israel”, e que a entidade sionista teria concordado com as condições. Ele também afirmou que os mediadores do Qatar e o Egito apresentariam essa proposta ao Hamas.

Como tradicionalmente faz em suas declarações demagógicas e bravateiras, ele disse esperar que, “pelo bem do Oriente Médio, o Hamas aceite esse acordo, porque não irá melhorar – vai apenas piorar”.

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) se pronunciou nesta quarta-feira (02) sobre a questão.

O partido, que lidera a Resistência Palestina, informou que recebeu a proposta dos mediadores, e que a está analisando com grande responsabilidade. Afirmou também que os mediadores estão trabalhando intensamente para reduzir as divergências e estabelecer uma base para negociações sérias.

Ainda, o Hamas destacou que busca um acordo que ponha fim à guerra, garanta a retirada das forças israelenses de ocupação e proporcione alívio humanitário urgente à Faixa de Gaza.

Comentando sobre possível cessar-fogo, o ministro das Relações Exteriores de “Israel”, Gideon Sa’ar, manifestou apoio a um acordo, dizendo que há sinais positivos de progresso em direção a uma trégua e troca de prisioneiros. Afirmou também que a “a grande maioria” dos israelenses e mesmo o governo apoiam uma solução que assegure a libertação dos reféns. 

No entanto, órgãos da imprensa israelense noticiaram que Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir, respectivamente ministros das Finanças e da Polícia, estariam, juntos, buscando formas de barrar o cessar-fogo.

Smotrich e Ben-Gvir são, respectivamente, líderes dos partidos Sionismo Religioso e Poder Judeu, agremiações que se situão à direita do partido de Benjamin Netaniahu, o Likud, que já é um partido de extrema-direita.

Juntos, os referidos ministros comandam 13 cadeiras no parlamento israelense, sendo que a coalizão governista de Netaniahu tem 67, situação que permite a ambos pressionarem efetivamente pela continuidade da guerra genocida contra os palestinos, genocídio este que eles defendem abertamente, de forma reiterada.

Sobre isto, cumpre informar sobre notícia dada pelo jornal israelense Yedioth Ahronoth há alguns dias, sobre reunião do governo Netaniahu, ocorrida na segunda-feira.

Na reunião, o chefe das forças israelenses de ocupação, Eyal Zamir teria gerado revolta em Smotrich e Ben-Gvir ao afirmar que uma escalada da guerra poderia colocar em perigo os prisioneiros israelenses.

Smotrich expôs sua posição pela continuidade da guerra genocida, ao declarar que “também queremos que os cativos voltem, mas não estamos dispostos a comprometer a segurança do país… O exército está enganando a liderança política sobre as decisões que precisam ser tomadas. Mostrando sua defesa do genocídio, ele também declarou que “cada caminhão que cai nas mãos do Hamas é um fracasso do exército”.

Igualmente se posicionou Ben-Gvir, declarando que “nunca houve uma guerra em que evitamos derrotar o inimigo por causa de prisioneiros… O objetivo principal é derrotar o Hamas e evitar que mais milhares sejam feitos reféns no futuro… Não será possível resgatar o maior número possível de cativos agora, a menos que a pressão militar volte, com um cessar-fogo e uma invasão rápida de todo o setor

Nesse sentido, a agência britânica de notícias Reuters noticiou que “uma fonte israelense familiarizada com o assunto afirmou anteriormente que Israel não havia aprovado a nova proposta, que gira em torno de cronogramas e garantias para o fim da guerra, pontos críticos em negociações anteriores”.

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