Hoje vejo o sol nascer redondo
beija-mar em florescente biombo.
Vejo calha, luz, limalha.
Ferro, manganês, tupiniquim.
E além, uma, duas, três, espero.
Esperança sem o menor esmero.
Pilha, lida, corta, canta. Teme,
mede duas milhas de estrada mal fechada
Um quilômetro a mais de cantiga
e três toneladas de alimento perecível parado.
Ali do outro lado da esquina (do tempo)
dança a prostituta da madrugada fria.
Capitólio, captação das liberdades de pandora.
Uma lágrima de sangue escorrendo pelo rosto corado de suor.
Por que, dos males tantos, a espera(nça)?
Deram-nos todos os presentes.
A febre.
A fome.
Trabalho.
Consumidos ovelha-feno.
Mas no fundo da boceta?
Ah, pandora financeira-aristocrata-burguesa.
No funda, a espera. Infinita.
Seca a sede, mas não as lágrimas da espera.
Esperança tarde;
Venha logo guerra.





