Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), de janeiro a julho deste ano o estado do Rio de Janeiro teve 811 mortes decorrentes de intervenções policiais. É o maior índice de letalidade policial desde 2007, perdendo apenas para o ano de 2019 – o primeiro ano de governo de Wilson Witzel (PSC).
Os números mostram que, dentre todos os homicídios ocorridos em 2021, 38% foram causados por policiais. É um aumento de 88,2% em relação ao ano de 2020, mesmo com as proibições do Supremo Tribunal Federal acerca de operações em favelas e na periferia durante a pandemia.
Outro fator interessante é que, segundo a Corregedoria da Polícia Militar, apenas 43 mortes teriam sido causadas pela polícia do Rio. Nesta mesma seara, apenas 5 policiais militares foram investigados pelas mortes. Todo este cenário se trata de um genocídio escancarado. O único modo de impedir que mais mortes aconteçam é lutando pela extinção das forças policiais e a sua substituição por milicias populares, quais realmente serviriam o povo – ao invés de matá-lo.





