O governo ilegítimo Bolsonaro, através do seu preposto à frente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, em entrevista ao jornal Estadão declarou que pretende abrir o capital da Caixa Seguros, de cartões, de asset management e loterias. “Nós podemos e iremos abrir o capital. Temos ainda algumas decisões internas para serem tomadas, mas o caminho está muito claro: abertura de capital das operações de seguros, de cartões, de asset e uma discussão de loterias que passa por uma outra discussão legal”, declarou Guimarães. (Estadão 23/06/2020)
Guimarães não caiu de paraquedas na direção da Caixa, foi uma indicação dos transloucado ministro da economia, Paulo Guedes, para exercer o papel para qual ele foi designado a frente do único banco 100% público do país. Pedro Guimarães é especialista em privatizações, foi assessor na venda do Banespa, funcionário de Paulo Guedes no BTG Pactual e é sócio do banco de investimento Brasil Plural. Os golpistas estão priorizando a venda das subsidiárias que dão mais lucro, como são os setores de Cartões, Seguros e loterias e a gestão de ativos, medida essa que abre o caminho para quebrar o monopólio da Caixa na administração dos recursos do FGTS em que o Bradesco e o Santander já deram diversas declarações na busca de administrar tias recursos, que ultrapassam R$ 300 bilhões.
A proposta do governo golpista é de privatizar todas as empresas estatais. Nos bancos públicos tal política é evidente, tanto na Caixa Econômica quanto no Banco do Brasil. Ambas passam por um processo de reestruturação, onde já foram colocados no olho da rua milhares de trabalhadores, fechamento de centenas de agências, descomissionamento em massa, diminuição de funções gratificadas, dentre diversas outras medidas, no sentido de “enxugar” esses bancos como forma de preparar o caminho para a privatização. No Banco do Brasil a direção da empresa já se desfez de diversos ativos e prepara para doar outros tantos.
A Caixa Econômica Federal é um dos bancos mais importantes do país, responsável por programas sociais e de habitação. Vender o banco significaria acabar com programas e serviços como saneamento básico, financiamento estudantil (Fies), Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Ou seja, atingirá negativamente dezenas de milhões de brasileiros.
É preciso lutar contra essa situação nas ruas, mobilizando os trabalhadores para greves com ocupação de empresa e setores. A greve com ocupação dos setores é a única maneira de barrar o processo de privatização das estatais.
É necessário um plano conjunto de mobilizações de diversas categorias de empresas estatais que estão na mira do governo Bolsonaro e dos golpistas.
Para isso é impreterível a reabertura das portas dos sindicatos, para colocar as organizações de luta dos trabalhadores a serviço das mobilizações, que já explodem em todo o país contra a política genocida e entreguista do governo golpista.




