São Paulo

Lençóis: trabalhadores da saúde ameaçam entrar em greve

A discussão sobre paralisar as atividades ocorreu em reunião em meio a denúncias contra o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde por atraso de salários

Funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Lençóis Paulista discutiram atraso de pagamento e possibilidade de greve, na segunda-feira (15), em assembleia com o SindsaúdeJaú.

A discussão ocorreu em reunião em meio a denúncias contra o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS), organização social responsável pela gestão dos serviços de urgência e emergência do município.

A assembleia foi conduzida pela presidente do sindicato, Edna Alves, que ouviu relatos dos trabalhadores e recolheu reivindicações para formar uma pauta oficial. O documento será levado à direção da entidade gestora, à Prefeitura, à Secretaria Municipal de Saúde e à Câmara Municipal.

Os problemas relatados vão além do atraso salarial. Trabalhadores denunciaram férias não pagas, falta de depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), atraso no repasse de pensão alimentícia descontada em folha, parcelas de empréstimos consignados não encaminhadas a bancos e outras pendências trabalhistas.

A situação atinge profissionais que atuam justamente nos serviços responsáveis por atendimento urgente à população. A falta de pagamento regular compromete a vida dos trabalhadores e aumenta a tensão dentro de unidades que dependem de equipes completas, estabilidade e condições mínimas para funcionar.

Edna Alves afirmou que a categoria está revoltada e que muitos trabalhadores defendem paralisação. O sindicato explicou os procedimentos legais para uma eventual greve, incluindo deliberação em assembleia, comunicação prévia aos empregadores e manutenção de serviços essenciais, por se tratar de saúde.

Uma das possibilidades discutidas foi a decretação de estado de greve, medida usada para pressionar pela abertura de negociação antes de uma paralisação efetiva. A assembleia também marcou o início da campanha salarial da categoria, com apresentação de demandas sobre valorização profissional, condições de trabalho e cumprimento de direitos já conquistados.

O SindsaúdeJaú já havia visitado a UPA de Lençóis Paulista dias antes para apurar denúncias. Na ocasião, trabalhadores relataram dificuldades financeiras causadas pelo atraso dos salários e outros pagamentos. A ameaça de greve surge, portanto, como resultado de um conflito que já vinha se acumulando dentro dos serviços de urgência e emergência.

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