As demissões, os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, isto é, a precarização do trabalho no Serviço de Limpeza Urbana (SLU-DF) é produto do processo de privatização da empresa, que começou nos anos 90, com o PDV e as terceirizações ou subcontratação.
A transformação do trabalho no Serviço de Limpeza Urbana (SLU-DF) foi o início das privatizações e do desmonte das empresas públicas do Distrito Federal. Na década de 90, empresas como a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, (Novacap), Sociedade de Transporte Coletivo de Brasília (TCB) e o SLU, foram desmontadas, sucateadas e a grande maioria de seus funcionários aderiram a farsa do PDV – Programa de Demissão Voluntária. Uma parcela residual de funcionários públicos fazem parte do quadro de servidores dessas empresas, na maioria cargos da direção.
No caso da SLU – as funções de gari, motoristas, trabalhadores das usinas de tratamento do lixo, foram todas terceirizadas, com baixos salários, sem plano de saúde, tíquetes de alimentação de fome e toda precarização que acompanha o combo das terceirizações.
As demissões de hoje são produto do processo de privatização do serviço publico em Brasília, com o conluio das direções sindicais que pouco fizeram e fazem para impedir o ataque aos trabalhadores e o aniquilamento da empresa.
Em 2019 cerca de cinco mil garis que prestavam serviço ao Distrito Federal cruzaram os braços cobrando uma posição do GDF sobre as demissões de mais de 600 funcionários. O GDF firmou um acordo na época de recontratar os funcionários demitidos com o sindicato da categoria SINDLURB, acordo que não foi cumprido, o governador que é irmão siamês de Bolsonaro mostra ao que veio, não recontratou os garis demitidos e demitiu 250 garis do grupo de risco, via as empresas prestadoras de serviços.
Para pressionar o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), a cumprir sua palavra, nesta quarta-feira (17), os cerca de 600 trabalhadores demitidos realizaram um ato em frente ao Palácio do Buriti. Organizados pelo SINDLURB ─ Sindicato que representa a categoria
Em outubro do ano passado, o chefe do executivo chegou a prometer a recontratação de todos os demitidos antes de encerrar o período do seguro-desemprego. Porém, mesmo com todas as cobranças do SINDLURB, a readmissão segue pendente.
O governador Ibaneis e presidente Bolsonaro, são irmãos siameses, a política e retirar todos os direitos trabalhistas, cortar salários demitir e privatizar, levar a classe trabalhadora a total miséria e morte como no caso da epidemia são mais de 50 mil óbitos na sua grande maioria da população pobre e trabalhadora. Para recuperar os empregos, os salários e a dignidade, os trabalhadores em conjunto precisam se mobilizar e derrubar os governos golpistas de Bolsonaro, Ibaneis e todos os golpistas.




