Com o golpe de 2016, a eleição fraudulenta de Jair Bolsonaro e agora a pandemia, os golpistas estão promovendo demissões em massa. Na Usiminas já foram demitidos centenas e agora à rumores quanto ao encerramento das atividades da Usiminas Mecânica, unidade da divisão de bens de capital da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas), em Ipatinga no Vale do Aço.
Segundo o presidente do Sindipa, Geraldo Magela, foi realizada uma reunião na semana passada, a empresa vai demitir cerca 740 trabalhadores, ou seja, todos os trabalhadores da Usiminas estão ameaçados.
O ramo da siderurgia é bastante lucrativo, movimenta bilhões por ano, não paralisou nenhum dia da quarentena, portanto não há desculpa para as demissões, o que há é um aproveitamento dos patrões para aumentar a exploração: fecham algumas unidades, demitem milhares, reduzem salários e superexploram os que ficarem empregados.
Os sindicatos precisam abandonar a paralisia e reabrir suas portas, pois o que está sendo promovido contra a classe trabalhadora remete-se a tempos sombrios do final do século XIX, onde os trabalhadores não tinham nem sindicatos.
O Sindicato dos Metalúrgicos não devem ficar negociando entre a “mão do empregado ou a sua cabeça”, é preciso que os sindicatos façam assembleias e coloquem os trabalhadores em movimento. É necessário começar uma greve, pois os golpistas vão levar os trabalhadores à miséria, a fome e a doença, pois a pandemia continua matando, infelizmente ainda não está no pico.
Com a ameaça, é preciso que os trabalhadores e sindicalistas ocupem a unidade para barrar o possível fechamento e garantir o emprego dos 740 trabalhadores. O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região (Sindipa), está tentando barrar através do Ministério Público do Trabalho, porém essa medida é inóqua, pois as novas MPs sobre regulamentação do Trabalho autoriza demissões, rebaixamento de salários e suspensão de salários.
Reabrir os sindicatos é de fundamental importância para barrar a direita fascista que deseja aniquilar os trabalhadores e suas organizações. Alguns setores já mostraram o caminho, que a mobilização é nas ruas e não em lives pela internet. Um setor tão primordial para a economia, como a metalurgia precisa colocar o bloco na rua para colocar em xeque os fascistas





