Após mais de três meses em que vem se levantando dados em relação ao coronavírus no país e, a imposição de que determinados setores seriam essenciais, dentre eles, o setor da alimentação, vemos, apesar de serem ocultado pelos governos e prefeitos golpistas, bem como o governo federal golpista do fascista Bolsonaro, os frigoríficos, em vários estados e municípios do país como um dos principais ramos industriais em contágio pelo contágio dos trabalhadores, sendo, inclusive, em determinadas regiões, como no estado do Rio Grande do Sul, responsável por nada mais, nada menos que um terço dos contaminados, ou seja, os patrões, bem como, seus governos são verdadeiros genocidas do conjunto desses trabalhadores, bem como de seus familiares.
Desde o início da pandemia do coronavírus, tanto os patrões vinham ocultando a tamanha catástrofe que estava por ser imposta imposta aos trabalhadores desse setor industrial.
Os dados apresentados, mesmo com os patrões, bem como os governos golpistas escondendo a sujeira por debaixo do tapete, são assustadores… comecemos com o Rio Grande do sul, por exemplo: os dados divulgados pelo Uol em 02/06/2020 dão conta de que, os trabalhadores de frigoríficos correspondem a 34% do total de casos oficiais de coronavírus no Rio Grande do Sul. Ao todo, 3.201 funcionários de 24 unidades, localizadas em 18 municípios, testaram positivo para a doença, segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho Público do Trabalho (MPT-RS). No estado foram registrados até ontem 9.332 casos oficiais e 224 mortes. Vale ressaltar que todas as informações deste artigo são oficiais, o que desconsidera a subnotificação, deliberadamente escondida, tanto pelos patrões e seus governos, todos, sem exceção, o que poderá, sendo bem modesto, quadruplicar ou quintuplicar os verdadeiros dados, ou seja, da mesma forma que o fascista Bolsonaro vem fazendo com os números gerais de coronavírus pelo Brasil, escondendo todo e qualquer dados e, apesar disso, o país já registra mais de um milhão de infectados oficiais.
No paraná, com mais de 300 frigoríficos, só sob o controle do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador (Cest) e que têm, nesse setor mais de 100 mil trabalhadores, com pequeno atraso de 90 dias e o contágio do coronavírus correndo solto entre os funcionários e, consequentemente os familiares e a população em que esses trabalhadores residem, o secretário do Estado e da saúde Beto Preto, do governo golpista Carlos Roberto Massa Junior (Ratinho Jr.) do PSD, resolveu, para enganar os trabalhadores e a população, etc., fazer uma reunião com os órgãos relacionados ao ramo frigorífico, uma farsa sem tamanho.
O capacho nem esconde o cinismo e descaramento, ao dizer: “soubemos, acompanhamos, visitamos e atuamos junto com as empresas nessas situações. Queremos agir rápido e de forma a poupar vidas, poupar a saúde das pessoas que atuam nos frigoríficos, assim como os seus familiares.”
Em São Paulo, do golpista e amigo do fascista Bolsonaro, João Doria Jr., esse nem disfarça, no estado, onde há o maior número de mortes e casos de contaminação, os fiscais estaduais não realizam fiscalizações nos frigoríficos, no entanto vez por outra aprecem relatos de casos, como o do frigorífico Flamboiã do município de Cabreúva, cidade do estado de São Paulo que, em 12 de junho, o número de funcionários infectados por Covid-19 aumentou de nove para 28, segundo a denúncia feita no Ministério Público do Trabalho. O MPT autuou o frigorifico e o interditou por 14 dias.
O Estado de São Paulo do governador João Doria Jr. do golpista PSDB, desde o início da pandemia liberou os fiscais que atuam em frigoríficos de qualquer fiscalização, deixando os patrões livres para, como disse a latifundiária, golpista e ministra da Agricultura Tereza Cristina, os patrões se alto fiscalizarem… por isso, praticamente não se vê notícias quanto aos inúmeros casos de contaminação pelo coronavírus, a não ser casos esporádicos como o de Cabreúva, apesar de, as empresas JBS/Friboi, BRF – Brasil Foods, Marfrig, Minerva, Seara, Aurora, entre várias outras atuarem no Estado e, onde essas empresas estão, pelo Brasil, só se têm notícias de trabalhadores contaminados e, diga-se de passagem, São Paulo é um dos maiores, em termos de frigoríficos, bem como de trabalhadores nesse setor, superando os mais de 100 mil trabalhadores do Paraná, será que os patrões e o golpista Doria, bem como os prefeitos dos municípios de São Paulo sabem, melhor que os outros estados esconderem a sujeira por debaixo dos tapetes?
O Ministério da Agricultura e a tentativa de esconder a tragédia nos frigoríficos
Apesar de o número de frigoríficos no país, conforme se pode dimensionar, tomando-se por referência o Sul do país, onde, apenas no Paraná existem, mais de 300 frigoríficos, podemos concluir que, no Brasil existam cerca de 1000 frigoríficos e mais de meio milhão de trabalhadores, apesar desses números astronômicos, o Ministério da Agricultura de golpista Tereza Cristina relata que, oito frigoríficos foram interditados, a explicação está, em que os frigoríficos têm de funcionar, para exportar e trazer bilhões em dólares para o país. Alias, o que importa a vida de centenas de milhares de trabalhadores. Os dados mostram, ainda que, no mês de maio, 47 abatedouros frigoríficos sob inspeção federal paralisaram suas atividades em 17 estados (Acre, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins).
E, destas paralisações, 39 foram por motivos não relacionados à transmissão do novo coronavírus, de acordo com o ministério. O governo não detalhou em quais estados e unidades houve problemas com a COVID-19. (G1 – 16/06/2020)
Todo o gigantesco esforço do governo para ocultar as atitudes genocidas dos patrões e manter o lucro está levando uma quantidade enorme de trabalhadores ao contágio do coronavírus e à morte.
Nenhuma trégua aos gananciosos diante do regime de escravidão que está sendo imposto aos trabalhadores.
É necessário a greve dos trabalhadores em frigoríficos e todos os ramos ligados a eles, pois a preservação da vida é muito mais importante;
Redução da jornada de trabalho sem redução na jornada de trabalho;
Coloca-se de fundamental importância a formação de delegados em cada fábrica para debater sobre todos os assuntos relacionados aos ataques aos funcionários.
E, a formação de conselhos populares, uma vez que, os trabalhadores, em sua grande maioria residem na periferia, que é a mais atingida diante da pandemia, desta forma debater todos os problemas que estão enfrentando e tirar propostas concretas para solucioná-los.




