Comunicado divulgado pela União Europeia (UE) na manhã de hoje (18/6), informou decisão de renovar as sanções introduzidas em resposta à anexação da Crimeia e Sebastopol pela Federação Russa até 23 de junho de 2021. A UE considera a anexação ilegal.
Ficam proibidos portanto, as importações da Crimeia ou da cidade de Sebastopol para a UE, investimentos financeiros e de infraestrutura e serviços turísticos na Crimeia ou em Sebastopol. Além disso, as restrições afetam as exportações de determinados produtos e tecnologias para empresas da Crimeia ou para uso na Crimeia nos setores de transporte, telecomunicações e energia, bem como para a exploração e produção de petróleo, gás e recursos naturais.
Em novembro de 2013, o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych anunciou em comunicado oficial que havia desistido de assinar um acordo de livre-comércio com a União Europeia, preferindo priorizar suas relações com a Rússia. Esta foi a senha para um processo que levou ao golpe de Estado na Ucrânia. Putin então, fez uma jogada geopolítica para que a importante península da Crimeia voltasse para a Rússia, que se deu por meio da realização de um referendo realizado em março de 2014, no qual mais de 96% dos eleitores endossaram essa opção.
O resultado esmagador do referendo se explica pelo fato de que quase a totalidade do povo crimeu é de etnia russa, e além disso o governo da Ucrânia, de inclinação fascista e produto do golpe, perseguia os russos do leste do país.
O pacotes de sanções contra a Rússia existe desde 2014, promovido por EUA, UE e outros países em resposta a adesão da Crimeia e por suposta interferência russa no conflito na Ucrânia.
Moscou, que respondeu às sanções com um embargo de alimentos, enfatizou repetidamente que não faz parte do conflito na Ucrânia e que a adesão à Crimeia foi realizada em conformidade com o direito internacional e a Carta da ONU.
As sanções à Crimeia são mais uma jogada dos países imperialistas na tentativa de diminuir a importância geopolítica da Rússia, que juntamente com a China tem medido forças, e muitas vezes conquistando vitória, num processo de rearranjo do equilíbrio geopolítico mundial.




