A crise mundial do Petróleo que já era imensa em decorrência das oscilações entre oferta e procura, tomou proporções gravíssimas diante da pandemia do Coronavírus derrubando o preço do barril no mundo todo. No Brasil, o impacto negativo da crise afetará de forma avassaladora principalmente os estados do Nordeste cujos municípios dependem dos royalties do petróleo. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) prevê uma queda de 18% na arrecadação dos municípios, o que equivale a R$ 200 milhões à menos que em 2019 em decorrência da queda do preço do barril.
Desde o início da pandemia em abril, a Petrobras vem tomando medidas para conter os custos operacionais por conta da diminuição da arrecadação. O primeiro deles é a desativação de 62 plataformas em campos de águas rasas das bacias de Campos, Sergipe, Potiguar e Ceará e também a redução das atividades terrestres no Nordeste. A direção justifica as medidas como um meio de garantir a sustentabilidade da empresa o que na prática é a garantia dos lucros dos investidores que não querem dispor de ativos para a manutenção das operações.
A Petrobras que foi criada para fomentar a economia nacional, a partir do golpe de Estado de 2016, foi entregue aos interesses dos acionistas nacionais e estrangeiros, abandonando seu papel estratégico no crescimento econômico e geração de renda aos municípios nos quais possui atividade. A ANP afirma que nos últimos 10 anos houve redução em 44% na produção no Nordeste, gerando uma onda de desemprego direto e indireto na região.
Na gestão de Guedes, fiel aos interesses imperialistas, a direção da empresa optou pela venda de refinarias e gasodutos, e a cada dia reduz as atividades no Brasil, principalmente no Nordeste por considerar estas áreas menos rentáveis, portanto de menor interesse aos acionistas. O resultado desta política é a previsão de demissão de 4 mil trabalhadores com a redução das atividades chamada pela direção da empresa de “hibernação”.
O Coordenador da Sindipetro, Jairo Batista, em manifestação quanto às demissões previstas , disse que no ano passado, a Petrobras obteve um lucro de R$ 40 bilhões e, “ agora, quer impor uma conta amarga aos trabalhadores, às prefeituras e ao povo baiano”
O que ocorre com a Petrobras, é o fruto da política de privatização imposta pelos golpistas, onde o lucro prevalece acima do interesse nacional. O resultado é a perda da função social de fomento econômico através da geração de renda. Em meio à crise causada pela pandemia , para manter o lucro dos acionistas , milhares de trabalhadores estão na eminência de perderem seus empregos o que certamente agravará a situação econômica como um todo.
É preciso se opor firmemente à política de privatização dos golpistas que mira não só a Petrobras, mas todas as empresas públicas do pais, sob o risco de vermos o agravamento do desemprego com a extinção de mais postos de trabalho em todos os setores da economia.




