Demissão em massa

BA: sem sindicato, 1.800 trabalhadores dos calçados são demitidos

Os trabalhadores são chamados a pagar, com os seus empregos, miséria e através das suas próprias vidas para beneficiar meia dúzia de capitalistas

Uma política verdadeiramente criminosa feito pelos capitalistas e seus governos está em andamento contra os trabalhadores no estado da Bahia. Em plena crise da pandemia do coronavírus, a indústria calçadista demite em massa. É o caso da indústria Renata Mello, do Grupo Suzana Santos, que acaba de concluir o processo de demissão em massa, realizado no último dia 8 de maio, onde foram jogados no olho da rua cerca de 1.800 trabalhadores nas unidades dos municípios de Itapetinga, Itarantim, Maiquinique, Macarani e Potiraguá. As demissões, logicamente, ocasionará um efeito cascata, o que levará a demissão de outra massa de trabalhadores já que o polo calçadistas é o principal gerador de empregos naquelas regiões.

A burguesia vem desenvolvendo um gigantesca ofensiva contra a classe trabalhadora e, as demissões no setor produtivo evidencia as dimensões dessa ofensiva. Enquanto que os trabalhadores são chamados a pagar,  com os seus empregos, miséria e através das suas próprias vidas devido à crise econômica e de saúde, os banqueiros e grandes capitalistas são agraciados com recursos do Estado com mais de R$ 1,2 trilhão e da compra de títulos podres, recursos esses que podem chegar a cerca de R$ 15 trilhões.

Não se trata de uma ofensiva de caráter episódico, mas sim da ação de governo pró-imperialista e anti-operário num plano de descarregar nas costas dos trabalhadores toda a crise econômica mundial que se agravou profundamente com a pandemia do coronavírus. Este violentíssimo ataque contra os trabalhadores e as massas populares tende portanto, a se intensificar provocando uma queda ainda mais profunda às condições de vida da classe operária.

Enquanto a burguesia e suas instituições avançam nos ataques aos trabalhadores, a resposta das direções sindicais foi de fechamento dos sindicatos e, em certa medida, a intensificação dos atraques dos patrões avançam por conta desta medida; uma postura totalmente covarde de dar as costas os trabalhadores, justamente num momento em que a classe operária mais precisa.

Para se contrapor a ofensiva reacionária da direita golpista, através  das demissões, não se pode capitular diante dessa ofensiva da burguesia. As organizações dos trabalhadores devem organizar imediatamente as lutas de confronto ao governo e aos patrões. Organizar, nas fábricas, comissões de empresas como forma concreta de organização pela base de mobilização na categoria, inclusive como forma de pressão das bases sobre as direções sindicais para que, na atual conjuntura de ataques sistemáticos dos patrões, tomam com a sua paralisia e organizar a luta dos trabalhadores com os seus métodos tradicionais de lutas tais como a ocupação das fábricas, greves, etc.

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