Nesta quinta (07), a unidade da JBS de Passo Fundo (RS) foi interditada pela segunda vez pela Prefeitura Municipal por prazo de 15 dias. A razão da medida é o registro de casos de coronavírus na unidade, que já havia sido interditada em 24 de abril.
A prefeitura municipal afirmou, em nota, que a empresa descumpriu as normas sanitárias e epidemiológicas, o que coloca em risco a saúde de toda a população. A primeira interdição da unidade de Passo Fundo foi determinada pela Justiça do Trabalho, após auditores identificarem um surto de coronavírus que infectou cerca de 20 empregados. Atualmente são 2.400 trabalhadores na unidade e foi o primeiro caso de disseminação do vírus em larga escala em um frigorífico no país.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu inquérito para apurar a falta de cuidados da empresa com seus funcionarios, o que implicou em alta taxa de contaminação. O número total de infectados subiu para 48.
Os empresários do ramo frigorífico estão colocando em risco a saúde dos trabalhadores e suas famílias. Querem que a produção e venda de carnes continue, mesmo que isso signifique a exposição à doença e a possibilidade de morte para os trabalhadores.
É preciso que os trabalhadores e o sindicato representativo da categoria paralisem as atividades imediatamente. Os sindicatos devem cumprir sua função de defesa dos interesses dos trabalhadores de forma enérgica em todas as ocasiões, especialmente neste contexto de pandemia do covid-19. Não se pode permitir que os trabalhadores sejam obrigador a exercer suas atividades sob o risco de contaminação.
A rede pública de saúde entrou em colapso em diversas regiões do país. É muito provável que os trabalhadores infectados nos frigoríficos da JBS não tenham acesso a atendimento adequado. Os empresários do ramo frigorífico demonstram, mais uma vez, que seus lucros estã acima de tudo e os trabalhadores são uma mercadoria descartável.
A burguesia em seu conjunto não tem preocupação com a situação do país e com os trabalhadores. Isso fica evidente pelas posições do governo Jair Bolsonaro, um representante político da burguesia, que tem feito deboches e piadas com as mortes em decorrência do coronavírus. O movimento que visa acabar com a quarentena e fazer todos retornarem ao trabalho, inclusive com a realização de carreatas e atos públicos, é expressão dos interesses econômicos da classe burguesa. Os empresários do ramo frigorífico são uma fração da burguesia e querem preservar seus negócios a todo custo.




