Por um ato classista e de luta

Não ao 1º de Maio com os bandidos, fora todos os golpistas!

Contra a política da direita da burocracia sindical de "frente ampla" com a direita golpista

Com a data de ontem (dia 27), a UGT (União Geral dos Trabalhadores), central sindical presidida por um dirigente do PSD (partido que é uma sublegenda tucana presidida pelo ex-prefeito Gilberto Kassab) republicou em seu sítio eletrônico, matéria veiculada pela golpista Folha de S. Paulo – e por vários outros jornais burgueses do País -, intitulada “Lula, FHC, Ciro, Dino e Maia vão dividir palanque virtual no Dia do Trabalho“, com uma apresentação em que ressalta, parte da nota que afirma que “a presença de Bolsonaro em ato pró-golpe no domingo ampliou a lista de convidados para comemoração conjunta de centrais do 1º de Maio”.

Na matéria se destaca que  “a lista de convidados” que “ocuparão o mesmo palanque virtual” é “diversa” e que nela estão incluídas, além de tradicionais dirigentes políticos da esquerda, como o  ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT), notórios e ativos defensores dos interesses patronais e do golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma, prendeu e condenou Lula, “elegeu” Bolsonaro e continua atacando duramente os trabalhadores, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), José Dias Toffoli. Anunciam também  que “foram convidados”. e “deverão falar”,  os governadores Wilson Witzel (PSC) e João Doria (PSDB), em mensagens exibidas durante a live no dia 1º de maio.

Com pequenas alterações, a mesma mensagem apareceu com destaque nos sites da maioria das “centrais”.

A Força Sindical, por exemplo, destaca que “é fundamental fazermos um ato o mais amplo possível do ponto de vista da democracia, que nesse governo está deixando a desejar. Por isso, vamos ampliar as participações. Mas estamos convidando personalidades e políticos que estão ao lados dos trabalhadores“, conforme declarou Juruna, dirigente da entidade.

1 de maio unificado
Anuncio da live publicado nos sites das “centrais” sindicais

A CTB (vinculada ao PCdoB), por sua vez, destaca que o 1º de Maio – em tais condições – “será um marco da luta das Centrais Sindicais brasileiras em defesa do Estado democrático de direito”, conforme assinala seu presidente, Adilson Araújo. Ao mesmo tempo em que o site Vermelho, ligado ao seu partido, republicou nota de um”consultor”. da Força Sindical, intitulada “Uma grande iniciativa para o 1º de Maio“, na qual em “modo elogioso” saúda efusivamente os convites feitos a alguns dos maiores golpistas e bandidos da politica burguesa do País que é a materialização, de contrabando, sem discussão nas bases dos sindicatos e no interior da Central Única dos Trabalhadores, única central criada como parte de um processo de luta dos trabalhadores contra a burguesia e seus governos, da política defendida pelos setores mais reacionários da esquerda e da burocracia sindical de “frente ampla” com a burguesia golpista, de aliança com os que deram o golpe e impuseram toda a política de ataque aos trabalhadores no último período.

Esses setores, há muito chafurdados na lama da aliança com a direita, querem arrastar para essa empreitada a Central que lutou contra o golpe, que defendeu a liberdade de Lula e que, aprovou em seu congresso a decisão de lutar pelo “fim do governo Bolsonaro” e que tem – em suas bases, ampla maioria a favor do “Fora Bolsonaro”.

Isso tudo, no 1º de Maio, dia histórico de luta da classe trabalhadora mundial e quando mais do que nunca, é preciso realizar um um ato de classe, de luta contra os patrões e seus governos que estão organizando o genocídio do povo pobre e trabalhador.

Por isso o nosso chamado é claro e simples, como publicado na Nota Oficial do PCO,  “nenhum militante sério do movimento operário, da esquerda, dos movimentos democráticos pode participar de um 1º de Maio onde comparecerá a elite do golpe de Estado de 2016, os eleitores de Bolsonaro e os maiores incentivadores do fascismo nacional“.

Se essa posição da direita se impõe no “ato unificado”, será preciso boicotar este falso ato do dia dos trabalhadores realizado com estes bandidos políticos e inimigos declarados da classe trabalhadora.

Ao mesmo tempo, chamamos os trabalhadores e a esquerda classista, a realizarmos junto um ato público, de verdade, com as pessoas in loco e com transmissão pela internet que será declaradamente um ato de total oposição a esta farsa vergonhosa.

Não ao 1º de Maio com bandidos! Boicote à farsa com Witzel, Dória, FHC e Maia! Por um 1º de maio de classe, de luta e socialista, pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas que estarão participando do “ato unitário”.

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