As agências bancárias da Caixa Econômica Federal, no estado do Pará, estão sendo fechadas por apresentarem alto índice de contaminação do Covid-19.
Os banqueiros e seus governos não estão minimamente preocupados com a situação, tanto dos bancários, que estão se contaminando sistematicamente, quanto de toda a população, que se aglomera dentro e nas portas das agências, obrigadas a se dirigirem às agências para tentar sacar a esmola do auxílio emergência ou mesmo para procurar informações, correndo um sério risco de contaminação.
As poucas medidas adotadas pelo banco não dão conta do risco que os trabalhadores da Caixa, e quem dirá dos clientes, estão passando. Tanto é verdade que várias agências estão sendo fechadas por terem sido confirmadas as contaminações. As agências localizadas em Cabanagem, São Brás, Guamá e Icoaraci, na grande Belém, foram fechadas devido a confirmação de trabalhadores dessas dependências testaram positivo para o novo coronavírus.
No país inteiro já foram confirmadas cerca de 10 mortes de bancários em decorrência da contaminação do coronavírus, segundo dados oficiais, porém os números devem ser bem maiores já que as instituições do governo não tem a mínima noção da realidade de casos de contaminação.
Os bancários da Caixa, além de estarem submetidos ao risco da contaminação, sofrem psicologicamente – imagina aquele trabalhador que executa o seu serviço em um ambiente fechado, sem ventilação, em contato com centenas de pessoas sem que estejam devidamente protegidas, sem um distanciamento recomendado, etc. – estão passando por profundo stress, devido à política do governo ilegítimo/golpista Bolsonaro que lança um programa de esmola para a população pobre e não dá as mínimas condições necessárias para a mesma seja atendida nas agências bancárias. Não é por acaso que a população tem se revoltado em consequência dessa política de precariedade nas condições de atendimento, como foram os casos da agência Icoaraci que não abriu as suas portas e a população, revoltada, ateu fogo em pneus e fechou a avenida em frente a Caixa, ou mesmo em Breves, localizada na ilhada Marajó, onde as pessoas, também revoltadas por falta de atendimento e informações, que já tinham acampado na porta da agência aguardando atendimento acabaram invadindo a agência.
A situação da contaminação e mortes no estado do Pará a cada dia só tem se agravado. No dia de ontem, pelos índices oficiais divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), 24 de abril, houve a confirmação de mais 16 mortes de pessoas infectadas pelo novo coronavírus na parte da manhã e no final do dia as mortes haviam pulado de 69 para 75, o números de infectados chegam a 1.446 em todo o estado. Os trabalhadores da Caixa e a população, que necessita dos serviços bancários estão na linha de frente para o alastramento do contágio do Coronavírus, tanto para os bancários quanto para os clientes, por se tratar de ambientes fechados, não arejados, de grande aglomeração de pessoas. As medida de proteção devem ser tratadas com a devida urgência já que se trata de um ambiente extremamente propício para a propagação do doença. Para evitar que mais mortes pela contaminação é necessário o fechamento imediato do atendimento presencial nas agências enquanto persistir a mínima possibilidade de contaminação no ambiente de trabalho; abertura de todos os caixas de auto-atendimento e de todas as suas funções; ampliação do horário de funcionamento dos caixas eletrônicos; redução da jornada de trabalho para 4 horas diárias para todos, com completa flexibilização do horário de entrada e saída; são algumas das reivindicações que devem ser discutidas e para a sua execução imediatamente.




