Os trabalhadores de entrega por aplicativo se reuniram na Avenida Paulista, na última sexta-feira, 17 de abril, para protestar contra a diminuição do pagamento das entregas. Antes do coronavírus, era oferecido um bônus que acabava aumentando o preço do frete, que agora não existe mais.
Também protestaram pelo descaso dos aplicativos que não distribuírem equipamentos de proteção, tornando seu trabalho insalubre e perigoso. Os patrões das empresas de entrega, por sua vez, demonstram o típico descaso da burguesia com a classe trabalhadora e insinuam que os trabalhadores estariam mentindo, que não houve alterações na politica de remuneração aos entregadores e que estariam sendo distribuídos os equipamentos de proteção para o coronavírus.
Os entregadores ganham R$ 7 reais, precisam percorrer 10 km, ou seja, para ganharem um salário mínimo por mês precisariam percorrer mais de 1.430 km. Em situações adversas, por exemplo, as quais apresentam um risco ainda maior para a vida dos entregadores, os preços das corridas aumenta, como é o caso dos dias de chuva. A falta de qualquer regulamentação, direito, garantia, leva os entregadores a uma situação degradante de trabalho.
Diante da crise do modo de produção capitalista, as empresas procuram esfolar ainda mais as condições de trabalho da população por meio de medidas como estas. Colocando abaixo todos os direitos trabalhistas, impondo situações de trabalho cada vez mais precárias, somente a mobilização do povo, da classe trabalhadora, pode colocar um fim a essa ofensiva.
O protesto protagonizado pelos entregadores de aplicativo na Av. Paulista em plena quarentena demonstra a verdadeira cara da política do ” fica em casa”, pura mentira, pois os trabalhadores estão sendo explorados sem nenhum limite.
Esses entregadores já eram superexplorados por esses aplicativos sem nenhum direito trabalhista e agora vêem seus rendimento diminuírem também. Os trabalhadores estão entregues à própria sorte, não há medidas realmente efetivas de enfrentamento ao vírus e proteção à classe trabalhadora, como também escancara a inércia da esquerda pequeno-burguesa, que não tem feito mais que aplaudir o governador fascista de São Paulo.




