Nem mesmo em meio a maior crise humanitária e de saúde do mundo em todo o século os Estados Unidos deixam de impor medidas genocidas contra a população venezuelana. Nessa quinta-feira, dia 26 de março, os EUA anunciaram um pacote de sanções contra o país caribenho e em especial contra o presidente eleito democraticamente pelo povo, Nicolás Maduro. Além disso, o país foi incluído na lista de países que patrocinam o terrorismo.
As acusações, dessa vez, acusam Maduro de ser cúmplice do narcotráfico, armando esquemas para enviar cocaína para os EUA. Segundo o estado norte-americano, Maduro teria negociado pessoalmente carregamentos de cocaína para os EUA com o objetivo de enriquecer e de (pasmem) utilizar a droga como arma contra o país, por conta dos efeitos viciantes que ela causa.
Junto de Maduro, outras pessoas ligadas ao governo, ao exército venezuelano e até membros das FARC -que vêm sendo sistematicamente perseguidos e assassinados na ditadura da Colômbia, país liderado pelo capacho dos EUA Iván Duque – estão sendo indiciadas. O país imperialista irá oferecer 15 milhões de dólares a quem entregar informações que possam levar Maduro à prisão, além de 15 milhões para quem entregar Vladimir Padrino López, ministro da defesa e chefe do exército da Venezuela, e 10 milhões para quem entregar cada um dos outros acusados.
É importante salientar que enquanto joga a carta da “união de todos” em todo o planeta, a burguesia imperialista aproveita o caos para intensificar sua opressão sobre os países oprimidos. Países como o Irã e Venezuela não conseguem realizar um combate efetivo contra o coronavírus justamente por conta das sanções econômicas.
Enquanto os EUA aproveitam para implantar sanções contra a Venezuela e o Irã, os chamando de terroristas, são os próprios EUA que se utilizam do terrorismo para conseguir alcançar seus objetivos políticos.
Mesmo sob todo esse ataque, o governo venezuelano é um dos que tem tomado medidas mais progressistas em prol da população durante a crise do coronavírus, como a proibição de se cobrar água, luz, aluguel, juros e financiamentos pelos próximos 6 meses, além de proibir demissões até dezembro.




