Desde o último dia de janeiro de 2020, quando o Frigorífico Redentor, de Guarantã do Norte, município do Estado de Marro Grosso decidiu, sem prévia comunicação aos cerca de 700 trabalhadores, suspender os abates e não pagar seus salários.
Conforme matéria do sítio Nativa News, de quarta-feira (26), entre os trabalhadores estão pessoas que residem em outros municípios e que se “alojam” em hotel, e que correm risco de serem despejados pela falta de pagamento. Foi constatado, também, que a o Redentor possui débito de cerca de R$ 700 mil em fornecimento de energia elétrica, que foi suspenso.
As irregularidades da empresa caloteira vêm de longe, por conta de irregularidades diversas com seus trabalhadores, entre outros, os donos do frigorífico acataram o Termo de Ajustamento de Condutas (TAC) sugerido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), e já tinha entrado na justiça com o pedido de Recuperação Judicial, forma nova de pedido de falência, porem, diferente do sistema anterior de pedido de falência, os trabalhadores eram os primeiros beneficiados, quando do pagamento das dívidas das empresas, agora os operários podem ficar sem receber um único centavo, pois os credores maiores se utilizam o poder judiciário para se beneficiarem da situação.
A única coisa que os trabalhadores receberam foi somente uma cesta básica e um vale no valor de R$ 70,00 no último dia 15 deste mês.
A prática e o modo de vida dos patrões
Conforme jornal Guarantã News de 16 de outubro de 2019, afirmava que a unidade “Frigorífico Redentor de Novo Progresso”, estava, naquela época, sem funcionar a três meses, abatendo em média 200 cabeças de bovinos por dia, a empresa dispensou os funcionários sem pagar férias, o salário recebem sem trabalhar. Argumentam que a empresa não tem dinheiro para acertar com eles, este é o motivo de não ter demitido, disse, um funcionário, indignado com a situação.
A estimativa é de que o Frigorifico Redentor tenha uma dívida de mais de R$ 68 milhões.
Apesar da crise reinante no país, onde o governo golpista do fascista Jair Bolsonaro divulga em seus índices manipulados de que o emprego está em pleno crescimento, o que se vê são os patrões dando calotes e demitindo trabalhadores aos montes, como esses 700 trabalhadores que vão se juntar às dezenas de milhões que já estão desempregados ou no subemprego.
É necessário que os trabalhadores tomem para si a produção das empresas, ocupando suas instalações, uma vez que os patrões não são capazes realiza-la.
Reduzir a jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem redução do salário, para que mais operários possam entrar no mercado de trabalho, etc.
Organizar o conjunto da população explorada e os trabalhadores para, através de comitês de luta contra o golpe derrote essa politica de destruição do país.
Fora Bolsonaro!





