
O partido das Forças Alternativas Revolucionárias dos Comuns (FARC) denunciou na sexta feira (21), através das redes sociais, o assassinato do ex-combatente Winston Moreno, em Quibdó, departamento de Chocó, que estava acompanhado de duas pessoas, ficando uma morta e outra ferida.
Em menos de 24 horas outro ex-combatente Esder Pineda Peña também foi morto em casa em Algeciras, departamento de Huila. O Instituto de Desenvolvimento e Estudos de Paz (Indepaz) afirma que desde a assinatura do Acordo de Paz em 2016, 201 ex-combatentes foram assassinados.
Só neste ano, foram assassinados na Colômbia 53 lideranças socais, estimulados pelo governo fascista de Ivan Duque que é cúmplice da matança, os paramilitares- milicianos colombianos- mataram uma pessoa a cada 24 horas. O principal alvo tem sido os militantes das FARC. Desde que firmaram os acordos de Paz em setembro de 2016, os militante do partido tinham 150 dias para entregar todas as suas armas.
Após cerca de 7 mil guerrilheiros entregarem as armas, começou a matança de militantes, lideranças, combatentes e ex-guerrilheiros, 70 foram mortos até o fim de 2018. Situação que vem se acentuando com a chegada ao poder de um represante do imperialismo, Iván Duque, nos últimos dois anos foram mortos 131. A senadora Sandra Ramírez disse que o movimento revolucionário ‘não assinou um acordo de paz para serem mortos’ e cobrou soluções do governo atual, segundo a Telesur.
Uma ala dissidente do partido liderada por Iván Marquez – que participou dos acordos de paz com o ex-presidente da Colômbia, Manuel Santos – declarou a volta a luta armada, opondo-se ao atual líder das FARC Rodrigo Londoño Echeverri, o Timochenko. Marquez afirma que é preciso combater os assassinatos e perseguições politicas de ex-guerrilheiros imposta pelo atual governo de Iván Duque capacho do imperialismo norte-americano que tomou posse em agosto de 2018.
Timochenko mostrando sua total capitulação a direita disse em entrevista ao El Espectador que nas atuais circunstancias da Colômbia e da América Latina “é louco” levantar um projeto politico de armas. “Em todos os processos de paz no mundo, houve pequenos setores que continuam na guerra, mas até agora, nenhum conseguiu avançar com as gangues criminosas que lutam por economias ilegais” e propõe até uma mudança no nome do partido, segundo ele, FARC-EP Forças Alternativa Revolucionária da Colômbia – Exercito de Pessoas, está criando dificuldades.
A politica suicida de Timochenko está levando o partido a uma aliança com a direita fascista. Após uma suposta tentativa de assassinato do líder das FARC no último mês de janeiro, Duque elogiou a ação conjunta da policia e reforçou a segurança de Rodrigo Londoño, este que por sua vez agradeceu a parabenizou os paramilitares do governo. O que gerou uma revolta dentro do partido, pois segundo os ex-guerrilheiros a segurança do líder deve ser feita pelos militantes.
O que fica claro é que politica do partido de desarmar as FARC-EP deve ser deixada para trás, no momento em que a Colômbia vive uma ditadura o desarmamento é um erro, pois agora a direita fascista que tomaram o poder, junto com os paramilitares estão indo atrás de ex-combatentes, militantes e simplesmente matando-os. Desde então, várias lideranças e combatentes deixaram o partido, se manifestaram através de cartas profundas diferenças com os atuais lideres do partido das FARC.
Em um vídeo divulgado no You Tube Marquez, Jesús Santrich e o ex-comandante Hernán Dario Velásquez, o El Paisa, em 29 de agosto de 2019 anuncia o retorno de parte das FARC à luta armada, invocaram “o direito de se armarem contra a opressão”. Iván Duque reagiu imediatamente após o anuncio, e comunicou que o país oferecerá uma recompensa de 3 bilhões de pesos colombianos (aproximadamente US$ 860 mil) para informações que levem à captura dos guerrilheiros.




