Neste próximo sábado (2), a Praça da República, na capital paulista, será palco de um ato político e cultural verdadeiramente popular e unificador da esquerda brasileira: o Festival Lula Livre, organizado pelo Comitê Nacional Lula Livre, pela Frente Brasil Popular, pelo Partido dos Trabalhadores, além de diversos coletivos e comitês populares de base espalhados pelo Brasil, que lutam pela liberdade do ex-presidente.
E é mesmo notável como o Festival Lula Livre demonstra um grau de politização incomparavelmente superior ao do próprio Dia do Trabalhador – 1º de maio.
O problema é que o Dia do Trabalhador foi totalmente esvaziado em seu aspecto político pela presença das falsas centrais sindicais pelegas, que impuseram ao povo o desgosto de ter no palco até mesmo artistas bolsonaristas, além do mais desavergonhado boicote à luta pela liberdade de Lula, que é hoje, juntamente com o Fora Bolsonaro, a palavra de ordem e ação política mais popular e urgente do país.
E a popularidade da luta pela liberdade de Lula fica clara pela organização de caravanas de militantes de diversos lugares do Brasil, como os do Coletivo Alvorada, de Minas Gerais, e da Tenda Lula Livre, de Santa Catarina. São militantes que vão para o festival na quase totalidade das vezes com recursos próprios, baseados em cotizações solidárias de despesas de transporte e alimentação.
Além disto, no festival a cultura mostra toda a sua força de agitação e propaganda através da arte de Zeca Baleiro, Chico César, Dead Fisch, Arnaldo Antunes entre outros artistas de esquerda, deixando claro que se trata de um evento artístico puramente dedicado a impulsionar a mobilização popular pela liberdade do ex-presidente.
O Festival Lula Livre vem no momento certo para se unificar com a luta de Fora Bolsonaro, que também toma as ruas do país.
São as pautas de luta mais populares e que mais unificam a esquerda militante pelo Brasil afora e que se encaminham para demonstrar toda a sua força através da luta por novas eleições gerais, com Lula candidato, anseio que começa a tomar conta do povo com a crescente deterioração política e econômica do país, efeito inevitável da política proto-fascista de Bolsonaro.
E isto porque o povo sabe que eleições com Lula é simplesmente o que já teria ocorrido em 2018, não fosse a fraude escandalosa da burguesia àquele pleito, que sufocou a expressão da vontade da nossa população, claramente pela eleição de Lula como Presidente da República.
Na verdade, a cada dia que passa vai ficando mais claro o crescente distanciamento entre a verdadeira esquerda, militante e popular, e uma esquerda falsa, composta de políticos carreiristas, que usam das pautas populares para obterem cargos e salários públicos ou sindicais.
Ao contrário do que muito oportunista anda por aí dizendo, a militância que se vê espelhada e representada pelo Festival Lula Livre deixa claro que se o povo ainda tem alguma esperança para levar avante a sua luta é a de ter Lula livre, não só para reparar uma óbvia injustiça, mas principalmente para disputar novas eleições e colocar fim ao golpe.



