O grupo explicou que cerca de 170 famílias Embera e 46 da comunidade do Povo Antioquia, da Reserva Indígena Salaki Pabarandó, correm grave risco devido à presença de grupos armados que disputam o controle territorial, convertido em um corredor para o Panamá.
Os representantes dos povos originários denunciaram que seus territórios ancestrais estão militarizados e sob permanente violação do Direito Internacional Humanitário.
A ONIC recordou que em novembro do ano passado várias comunidades indígenas se mobilizaram e vieram a esta capital para informar o governo da vulnerabilidade em que se encontram, mas, disse, não receberam do Estado uma resposta efetiva a suas necessidades.
Pedimos à comunidade internacional que monitore a situação de confinamento, ameaças, militarização da vida e dificuldade no livre trânsito para a realização de atividades próprias que sofrem as comunidades em seus territórios, acrescenta a mensagem dos indígenas colombianos.
As comunidades nativas consideram também que deve ser reativada a mesa de negociação entre o governo de Iván Duque e a guerrilha Exército de Libertação Nacional, ‘pois nos ajudará a avançar a uma paz estável e duradoura para o país e os povos indígenas’.
Pediram, também, que a força pública abandone suas comunidades para propiciar o fim dos confrontos.
Finalmente, a ONIC exigiu que sejam aceleradas as medidas de proteção a seus líderes com o objetivo de garantir a sobrevivência dos povos indígenas da Colômbia.




