Ocupar a EMBRAER, estatizar!

Ocupar a Embraer contra as 2,5 mil demissões

Somados aos 1.600 funcionários que já haviam sido demitidos por meio de PDV´S anteriores, são ao todo 2.500 empregos que viraram pó da noite para o dia

A EMBRAER (Empresa Brasileira de Aeronáutica) no dia 2/9/2020 avisou, por meio de e-mail, a 900 funcionários, de sua demissão.

Somados aos 1.600 funcionários que já haviam sido demitidos por meio de Planos de Demissão Voluntária (PDV) anteriores, são ao todo 2.500 empregos que viraram pó da noite para o dia.

Segundo denúncias de empregados da empresa, os PDVs não foram assim tão voluntários quanto o nome sugere, com diversas alegações pressão sofrida pelos superiores para adesão ao plano.

A desculpa para demissão é a mesma de outras empresas, queda na receita em razão da Pandemia de Corona Vírus, o que não é verdade, pois quando da compra da empresa pela Boeing já havia previsão de demissão de milhares de trabalhadores.

Qual seja o motivo a EMBRAER não pode demitir seus operários em meio a crise provocada pela incompetência dos capitalistas em resolver a crise de seu sistema.

A EMBRAER tem sido vítima desde o golpe de 2016 de sucateamento em preparação para entrega de todo capital humano, intelectual e tecnológico aos interesses imperialistas norte americanos.

No meio de tudo isso o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos campos em vez de chamar os trabalhadores para entrar em greve, ocupar as fábricas,  e exigir o cancelamento das demissões, pensa única e exclusivamente em buscar as instituições burguesas para resolver aquilo que só pode ser resolvido pela mão dos trabalhadores.

O papel fundamental do sindicato é garantir o emprego e não negociar os interesses dos trabalhadores, largando na rua da amargura parcela dos trabalhadores para garantir o emprego dos outros, ou seja, gerando duas classes de operários, os que merecem ser defendidos e os que não.

É hora de acabar com as ilusões de acordo com os capitalistas, os operários da EMBRAER devem entrar em greve, se preciso for passando por cima da burocracia sindical, ocupar as fábricas e exigir a reestatização da empresa com a recontratação de todos os que foram demitidos. E mais, estabelecer a escala móvel de trabalho sem redução de salários, uma coisa até óbvia dado que a crise pode implicar em uma necessidade menor de horas trabalhadas mas não nas necessidades vitais da subsistência dos operários.

Além de garantir seus empregos os trabalhadores precisam de garantir a soberania da EMBRAER que foi construída com o dinheiro e sacrifício de todo povo brasileiro.

Fora Bolsonaro!

Fora Golpistas!

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