Copa do Mundo

Um dia histórico: Brasil vira, Alemanha e Holanda caem e Globo engole o 7 a 1

Vitória brasileira sobre o Japão e eliminação alemã para o Paraguai marcaram segundo dia da segunda fase da Copa do Mundo

O Brasil venceu o Japão por 2 a 1, de virada, nesta segunda-feira (29), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos, e avançou no mata-mata da Copa do Mundo de 2026.

No mesmo dia, duas seleções europeias tradicionalmente exaltadas pela imprensa burguesa foram eliminadas: a Alemanha caiu diante do Paraguai, nos pênaltis, e a Holanda foi derrotada pelo Marrocos, também nas penalidades.

A rodada foi uma resposta direta aos que passaram anos tentando transformar a Seleção Brasileira em motivo de humilhação nacional. A rede Globo e os demais órgãos da imprensa burguesa trataram durante anos o 7 a 1 sofrido contra a Alemanha como uma espécie de marca eterna contra o futebol brasileiro. Agora, enquanto o Brasil segue vivo na Copa, a Alemanha cai diante do Paraguai, e a Holanda, algoz da Seleção Brasileira em 2010, é eliminada pelo Marrocos.

Brasil vira no fim

O Japão abriu o placar aos 28 minutos do primeiro tempo. Danilo errou passe na direita, Kaishu Sano aproveitou a falha, avançou e bateu rasteiro de fora da área para vencer Alisson.

O primeiro tempo brasileiro foi ruim. A Seleção teve a posse de bola, mas encontrou dificuldades para furar a marcação japonesa. Lucas Paquetá ainda deixou o gramado com problema físico, sendo substituído por Endrick no intervalo.

Na segunda etapa, o Brasil melhorou. Logo no início, Bruno Guimarães obrigou o goleiro Zion Suzuki a fazer boa defesa. Em seguida, Casemiro teve cabeçada tirada em cima da linha. Aos 10 minutos, veio o empate: Gabriel Magalhães recebeu pela esquerda, cruzou para a área, e Casemiro cabeceou para o gol.

Depois do empate, a Seleção passou a dominar o jogo. Vinícius Júnior acertou a trave em uma das principais jogadas brasileiras, após passar por marcadores japoneses. O Japão, que fez uma boa partida defensiva, tentou levar o confronto para a prorrogação, mas não conseguiu.

Aos 50 minutos do segundo tempo, Bruno Guimarães encontrou Gabriel Martinelli dentro da área. O atacante bateu, a bola tocou no goleiro japonês e entrou. O gol decretou a virada brasileira e a classificação.

A Seleção terminou a partida com 20 finalizações contra cinco do Japão e 618 passes certos contra 249 dos japoneses. O Brasil também segue invicto na Copa.

Alemanha eliminada

Se a vitória brasileira foi sofrida, a queda alemã foi um vexame. O Paraguai saiu na frente aos 41 minutos do primeiro tempo, quando Miguel Almirón encontrou Matías Galarza pela direita, e o meia cruzou para Julio Enciso cabecear para o gol.

A Alemanha empatou aos oito minutos do segundo tempo. Florian Wirtz levantou a bola na área, e Kai Havertz cabeceou para fazer 1 a 1. Depois disso, os alemães pressionaram, mas pararam na defesa paraguaia e no goleiro Orlando Gill.

Na prorrogação, a Alemanha chegou a marcar com Tah, mas o lance foi anulado após revisão do VAR por falta escandalosa de Anton sobre o goleiro Gill (o alemão literalmente arremessou o arqueiro guarani no chão). A decisão foi para os pênaltis.

Nas cobranças, Gill defendeu os chutes de Havertz e Woltemade. Mesmo com erros paraguaios, a seleção sul-americana venceu por 4 a 3 e eliminou os alemães. A classificação levou o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a decretar feriado nacional na terça-feira (30).

A imprensa internacional tratou a eliminação como novo fiasco alemão. O Sky Sport chamou o resultado de “mais um desastre na Copa do Mundo”. O Sport1 afirmou que “o fiasco da Alemanha na Copa do Mundo chegou ao fim”. A Marca, da Espanha, escreveu que “já não sobra mais nada da Alemanha: nem nos pênaltis”. Já o Bild, da própria Alemanha, classificou a derrota como “humilhação nos pênaltis contra o Paraguai”.

Holanda cai diante do Marrocos

A Holanda também foi eliminada nesta segunda-feira. A equipe europeia empatou por 1 a 1 com o Marrocos, em Monterrey, no México, e perdeu nos pênaltis por 3 a 2. Com o resultado, os marroquinos avançaram para enfrentar o Canadá nas oitavas de final.

O resultado também serve para medir a campanha brasileira com mais seriedade. O Brasil foi muito criticado pelo empate contra o Marrocos na fase anterior, como se o resultado fosse prova de fraqueza da Seleção. A sequência da Copa mostra outra coisa: o Marrocos é uma das equipes mais fortes da competição. A seleção africana também foi semifinalista na Copa passada e voltou a mostrar força ao eliminar a Holanda.

Segundo o técnico marroquino Mohamed Ouahbi, sua equipe “dominou completamente” a Holanda. Ele afirmou que o Marrocos terminou a partida com 70% de posse de bola e mais chutes no gol. O desempenho em campo confirma que o empate brasileiro diante dos marroquinos foi tratado de maneira artificialmente negativa pela imprensa burguesa.

No tempo normal, Cody Gakpo abriu o placar para a Holanda aos 27 minutos do segundo tempo. O Marrocos reagiu nos acréscimos, com gol de cabeça do zagueiro Issa Diop, após cruzamento de Chemsdine Talbi. Na prorrogação, a seleção africana criou a melhor oportunidade, mas o goleiro Bart Verbruggen fez grande defesa em finalização de Soufiane Rahimi.

A decisão foi para os pênaltis. El Aynaoui e Hakimi acertaram a trave pelo Marrocos, mas os holandeses também desperdiçaram cobranças: Justin Kluivert bateu na trave, Quinten Timber chutou para fora, e Summerville parou em defesa de Bono. Saibari converteu a última cobrança e classificou a seleção africana.

A conta chega para a Globo

As eliminações de Alemanha e Holanda têm significado especial para o público brasileiro. . Desde 2014, a Globo e seus satélites exploram o 7 a 1 como instrumento de rebaixamento do futebol nacional. Fizeram capas, chamadas e programas inteiros para apresentar a Alemanha como padrão inalcançável e o Brasil como país derrotado.

A Copa de 2026 mostra outra coisa. O Brasil, mesmo com problemas, está vivo. A Alemanha, cantada durante anos como modelo, caiu diante do Paraguai. O futebol brasileiro, atacado diariamente pela imprensa burguesa, segue sendo uma potência. Já a arrogância alemã, usada no Brasil como arma contra a própria Seleção, sofreu mais uma derrota.

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