Política internacional

StopWW3: resistência iraniana é vanguarda da luta anti-imperialista

Organização internacional emitiu nota saudando a resistência do Irã em sua luta contra o imperialismo

Disponibilizamos, abaixo, a tradução da última nota publicada pela organização internacional Stop World War 3 – Iniciativa Internacional para a Paz.

A resistência iraniana está na vanguarda da luta anti-imperialista

A Iniciativa Internacional pela Paz Stop WW3 alinha-se incondicionalmente com a resistência do povo iraniano contra a agressão imperialista dos Estados Unidos e da entidade sionista. Há mais de seis semanas, ambas as partes vêm realizando ataques incessantes sob o nome de “Fúria Épica”. Contra a vontade de grande parte da população, um irresponsável Trump arrasta os Estados Unidos para mais uma guerra, incentivado por Netanyahu e pelos falcões de seu gabinete. Alvos civis, incluindo escolas e infraestruturas essenciais, não foram poupados, resultando em imenso sofrimento humano.

A resistência da República Islâmica do Irã contra os Estados Unidos e “Israel” serve de exemplo ao mundo. As forças anti-imperialistas de todo o planeta não podem senão apoiar essa resistência. Os diversos teatros de luta que se desenvolveram nos últimos anos parecem agora convergir no confronto em torno do Irã.

Encontramo-nos em um momento decisivo da história. A resistência iraniana está quebrando a agressão da aliança americano-sionista de maneira sem precedentes. Enquanto os Estados Unidos supunham que bastaria “decapitar” a liderança iraniana, a realidade veio a seu encontro.

A guerra contra o governo anti-imperialista em Teerã não produziu, ao contrário do que esperavam os agressores, uma revolução colorida. Pelo contrário, a eliminação de figuras proeminentes as transformou em mártires e mobilizou o povo iraniano. Grande número de pessoas foi às ruas — inclusive forças que anteriormente se opunham ao governo — para expressar seu apoio e defender suas cidades e vilarejos. A imagem que a imprensa imperialista buscou projetar — a de que a população ansiava por se levantar — foi com isso irreparavelmente danificada.

As capacidades militares do Irã não foram neutralizadas; ao contrário, demonstraram considerável resiliência e capacidade de resposta aos ataques. Em consequência, os Estados Unidos evacuaram parte de suas instalações militares no Oriente Médio — medida que até pouco tempo atrás teria sido considerada impensável. Além disso, a República Islâmica demonstrou ser capaz de exercer pressão estratégica sobre pontos de estrangulamento econômico vitais do sistema mundial neoliberal, em particular paralisando o Estreito de Ormuz. O aparato militar americano mostrou-se incapaz de apresentar qualquer resposta significativa.

Essa resistência sustentada e consequente contra o binômio imperialista-sionista já constitui, por si só, uma grande vitória. A dominação unipolar dos imperialistas está sendo, neste momento, ainda mais desmantelada, abrindo novas perspectivas de resistência em outras frentes — não apenas no Oriente Médio, mas também no Leste Europeu, onde a defesa contra o imperialismo e o fascismo na Ucrânia entra em seu quinto ano, e na América Latina, onde a máquina militar e econômica americana continua ameaçando não apenas a Venezuela, mas também Cuba.

Por essa razão, a luta do Irã é de importância crucial na luta global contra o imperialismo e o sionismo. Neste momento histórico, é, portanto, dever de todo anti-imperialista alinhar-se com essa resistência. Quem diz “nem Washington nem Teerã!” coloca-se objetivamente ao lado do imperialismo. Reafirmamos, portanto, nossa veemente condenação da agressão americana-sionista conjunta e ressaltamos mais uma vez nosso apoio ao direito do Irã à autodefesa.

A paz só pode ser alcançada mediante a derrota global do imperialismo e do sionismo. O Irã encontra-se agora na vanguarda dessa luta, travando uma de suas primeiras batalhas decisivas. Um cessar-fogo está atualmente em vigor, mas “Israel” continuou nas últimas semanas sua agressão contra o Líbano. Somente sob pressão significativa dos Estados Unidos — reflexo da correlação de forças alterada em toda a região — um cessar-fogo foi ali igualmente imposto, enquanto Trump busca preservar o cessar-fogo com o Irã. As condições impostas à resistência libanesa permanecem altamente coercitivas, ao passo que as exigências feitas a “Israel” — em particular no que diz respeito à retirada — são totalmente insuficientes. Somos pela paz, mas por uma paz justa. Isso, porém, é apenas a calmaria antes da tempestade: a guerra recomeçará mais cedo ou mais tarde, e já é evidente que aqueles eleitos com promessas de paz clamam agora por aumento dos gastos militares e escalam uma ameaça potencialmente nuclear. Somente um amplo movimento popular democrático poderá obrigá-los a recuar.

20 de abril de 2026

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