Reeleito nesta segunda-feira (5) presidente da Assembleia Nacional da Venezuela para o período 2026-2031, o deputado Jorge Rodríguez declarou que considera sua principal tarefa, nos próximos dias, “esgotar todos os procedimentos e espaços internacionais” para garantir o retorno ao país do presidente Nicolás Maduro, sequestrado durante a agressão militar promovida pelos Estados Unidos em 3 de janeiro.
Falando a partir do Palácio Federal Legislativo, Rodríguez afirmou que atuará em todas as instâncias possíveis para trazer o mandatário de volta. “Minha função principal, como homem, como deputado, como presidente da Assembleia Nacional, será recorrer com todos os procedimentos, tribunas e espaços, para trazer de volta a Nicolás Maduro, meu irmão, meu presidente”, disse.
Durante o pronunciamento, Rodríguez fez um chamado à unidade nacional e ao respeito à identidade venezuelana. Também afirmou que, diante da agressão norte-americana, caberia ao povo se apoiar nos valores libertários herdados de Simón Bolívar, indicando que estas seriam “horas” de se ver como guardiões da paz e da prosperidade do país.
O presidente da Assembleia Nacional homenageou ainda os assassinados durante o ataque de 3 de janeiro e pediu que o luto se converta em determinação. Segundo ele, é necessário que “as lágrimas se convertam em força e certezas”.
Rodríguez destacou também a ausência de uma deputada no plenário e mencionou o caso de Cilia Flores. “Falta uma deputada neste recinto, há uma cadeira que corresponde à minha irmã Cilia Flores e, enquanto buscamos e conseguimos recuperar Cilia, que em seu espaço e em sua cadeira uma flor vermelha nos recorde que estamos em dívida com sua valentia, com sua firmeza, e que essa dívida será paga no dia em que a tenhamos aqui junto a nós”, declarou.
Ao tratar da situação internacional, Rodríguez sustentou que a Venezuela não busca guerra e não envia soldados para submeter outros países, reafirmando o caráter pacífico do povo venezuelano. Ao mesmo tempo, disse que a paz defendida pelo país não seria “a paz dos ajoelhados ou subjugados”, mas “a paz da liberdade e da vida”.
Dirigindo-se aos partidos de oposição presentes na Câmara, Rodríguez afirmou que a convocação ao diálogo não seria sinal de fraqueza, mas de grandeza. Nesse sentido, defendeu a construção de acordos fundamentais “pelo bem do país” e criticou setores que, no passado, pediram sanções e violência contra venezuelanos.
Rodríguez pediu desculpas à população por possíveis falhas no exercício de suas funções e declarou que pretende ouvir mais as reivindicações populares. “Calar a boca para escutar mais”, afirmou, ao mencionar as demandas dos trabalhadores, das mães e, em especial, da juventude.
Ao final, destacou que o futuro pertence às novas gerações e que o trabalho legislativo deve se ajustar às suas expectativas. Encerrando sua fala, reiterou o compromisso da Junta Diretiva com a decência e a dignidade e concluiu com a palavra de ordem entoada no país: “unidos venceremos!”.




