Mais de 100 mil toneladas de bombas lançadas por “Israel” destruíram 70% das moradias, 85% das escolas e mais de 90% dos hospitais em Gaza. Com quase 200 mil vítimas, entre elas quase 40 mil mulheres e mais de 20 mil crianças assassinadas, este genocídio é um dos mais bárbaros da história. A resposta internacional de repúdio foi massiva, mas, no Brasil, as denúncias das atrocidades têm sido usadas como pretexto para perseguir aqueles que apoiam a causa palestina.
Perseguição política e judicial
Desde 2023, o lobby sionista em nosso País, liderado pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), junto com aliados no Judiciário e na imprensa capitalista, tem atacado líderes e militantes do movimento operário, acusando-os injustamente de antissemitismo. Essa campanha reacionária, que busca confundir deliberadamente antissionismo com antissemitismo, tem como objetivo silenciar críticas ao regime sionista e suas políticas genocidas.
O antissionismo, claramente distinto do antissemitismo, é uma posição política contra a ocupação e a opressão dos palestinos, e não um ataque ao povo judeu. No entanto, a direita brasileira tem utilizado essa falsa equivalência para justificar a repressão contra líderes de entidades defensoras da causa palestina, como Ahmed Shehada, presidente do Ibraspal, e dirigentes políticos de esquerda, como os presidentes do PCO, Rui Costa Pimenta, e do PSTU, José Maria de Almeida, bem como lideranças petistas, como Breno Altman e José Genoíno, entre outros.
Mobilização necessária
Diante dessa repressão, é urgente que organizações dos trabalhadores e de defesa dos direitos democráticos lancem uma campanha vigorosa para denunciar e esclarecer a população sobre a verdadeira natureza dessas perseguições.
Essa campanha deve exigir o fim imediato da perseguição política e judicial, bem como o cancelamento de todos os processos contra dirigentes, ativistas e entidades. Além disso, é uma ferramenta essencial para promover a liberdade irrestrita de expressão e manifestação e combater qualquer tentativa de ingerência nos partidos e sindicatos.
Trata-se também de levantar uma mobilização contra a proposta de adotar a definição sionista de antissemitismo, como defendida no Projeto de Lei nº 1.424/2026, da deputada Tabata Amaral (PSB), que quer criminalizar críticas legítimas a “Israel” e representa uma ameaça direta à liberdade de expressão.





