As recentes manobras diplomáticas dos Estados Unidos e da entidade sionista revelam, mais uma vez, o verdadeiro objetivo do imperialismo no Oriente Médio: desarmar a resistência para subjugar os povos. No início deste mês de junho de 2026, o governo norte-americano tentou emplacar um acordo fraudulento de cessar-fogo parcial, propondo o fim dos bombardeios no subúrbio sul de Beirute em troca da paralisia das ações do Hesbolá. A proposta absurda, que pretendia dar salvo-conduto para a agressão israelense no restante do território libanês sem garantir a retirada das tropas de ocupação, foi prontamente rejeitada pela Resistência e pelo parlamento do Líbano. Essa chantagem escancara a razão pela qual a máquina de propaganda ocidental exige obsessivamente o desarmamento do grupo.
O Hesbolá não é uma milícia isolada, mas o autêntico instrumento de defesa nacional e de libertação do povo libanês contra a agressão estrangeira. Historicamente, o exército regular do Líbano foi mantido sucateado e sem poder de dissuasão devido à interferência e aos embargos das potências ocidentais. Foi a organização popular armada da Resistência que expulsou os invasores sionistas do sul do país no ano de 2000, após quase duas décadas de ocupação violenta, e que derrotou a nova tentativa de invasão em 2006. Diante de um vizinho que desrespeita sistematicamente as fronteiras e o direito internacional, as armas do Hesbolá representam a única garantia real de soberania e integridade territorial para o Líbano.
A realidade nua e crua é que, sem o Hesbolá, o Líbano seria transformado em uma carnificina. O que impede a destruição completa do país e a anexação de suas terras no sul não são resoluções da ONU ou promessas dos Estados Unidos, mas a capacidade militar de retaliação da Resistência. O espelho do que acontece quando uma população é desarmada e cercada está escancarado na Faixa de Gaza, onde a falta de meios de defesa equivalentes permitiu um massacre contínuo de civis e a destruição total da infraestrutura urbana. Os bombardeios sionistas recentes contra vilas libanesas comprovam que, se a Resistência entregar suas armas, o imperialismo e seu enclave militar não hesitarão em promover um massacre em larga escala para colonizar o território libanês.
A exigência de desarmamento surge no momento em que as tensões regionais se intensificam, com a frota militar dos Estados Unidos operando para escoltar a agressão sionista e atacar a navegação comercial na região, sabotando qualquer possibilidade de estabilização. Exigir que o Hesbolá abra mão de seu arsenal sob o pretexto de alcançar a “paz” é exigir a capitulação total do Líbano. A defesa das armas da Resistência é a defesa da sobrevivência física da população e da existência do Líbano como nação independente.





