A Polícia Militar matou Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, na madrugada de sábado (10), em São Paulo. Os quatro agentes envolvidos dispararam 45 vezes, e 27 tiros atingiram o jovem. Eles haviam sido chamados porque Gustavo ameaçava tirar a própria vida.
O rapaz fazia tratamento psiquiátrico e usava antidepressivos, conforme as informações reunidas pelo Estadão. Sua família afirmou que ele não tinha antecedentes criminais. No boletim de ocorrência, os policiais declararam que Gustavo correu na direção deles apontando um objeto escuro. Era um telefone celular. Segundo a perícia, nenhum outro objeto foi apreendido com ele.
A irmã de Gustavo, Beatriz Munis, rejeitou a versão de que ele estivesse armado ou praticando um crime. Os policiais usavam câmeras corporais, que registraram a ocorrência. As gravações devem mostrar o que aconteceu entre a chegada das viaturas ao bairro Planalto Paulista e os disparos. A investigação está a cargo do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.
Gustavo foi velado na segunda-feira (12), no Cemitério Congonhas. Seus familiares haviam procurado ajuda para uma pessoa em sofrimento; receberam de volta o corpo de um jovem atingido por 27 balas.




