Cinco suspeitos foram detidos na Operação Impacto, realizada pela Polícia Militar em Volta Redonda após a invasão do Complexo Vila Brasília por um grupo armado. A ação mobilizou cerca de 150 agentes, unidades especiais, blindados e helicóptero. O balanço das prisões foi divulgado em 5 de novembro, quando os moradores ainda sofriam as consequências dos confrontos iniciados em 25 de outubro.
A violência alcançou ao menos 14 bairros. Nove escolas da Vila Brasília tiveram as aulas presenciais suspensas. Para uma família que precisa atravessar a cidade para trabalhar ou encontrar onde deixar os filhos, o custo da disputa aparece logo pela manhã. A PM reforçou a ocupação do complexo e estendeu suas ações a outros pontos do município.
Há uma investigação envolvendo a própria corporação. Imagens de câmeras mostram duas viaturas circulando perto dos veículos que participaram da invasão. Os seis policiais das patrulhas foram retirados do serviço nas ruas e transferidos enquanto a Corregedoria apura uma possível colaboração com o grupo armado. As imagens exigem explicação.
A política de segurança aplicada em Volta Redonda mantém intacto o negócio que alimenta a disputa. A proibição das drogas entrega sua venda a um comércio clandestino protegido por armas. Em seguida, o Estado usa a existência desse comércio para justificar novas ocupações policiais. O PCO defende a legalização de todas as drogas e a dissolução da Polícia Militar.
O Partido defende ainda o amplo armamento da população. Os trabalhadores organizados devem poder proteger seus bairros da violência e defender os moradores quando o Estado entra nas comunidades com equipamentos de guerra. A investigação dos seis PMs precisa ir até o fim; a segurança dos habitantes da Vila Brasília não pode depender do Estado burgues.





