A Folha de S. Paulo como toda a imprensa burguesa está em uma campanha desenfreada para censura, boicote e se possível até mesmo proibir plataformas de redes sociais no Brasil. O principal argumento utilizado por esta e por outros órgãos de comunicação da burguesia para tal feito é de que estariam protegendo as crianças e adolescentes.
Em um artigo publicado recentemente a Folha denuncia que está “ocorrendo uma onda de vídeos de sexo explicito no Instagran após afrouxamento de regras da rede”. Segundo o jornal “a exibição no Instagram de dezenas de vídeos de sexo explícito e outros conteúdos pornográficos acessíveis a menores de idade ocorre após a Meta, dona da rede social, ter afrouxado as restrições contra nudez e publicações de conotação sexual no segundo semestre do ano passado”.
A própria Folha admite a sua campanha de censura, na matéria o articulista informa que o órgão de imprensa já denunciou o Instagram e a Meta teria ignorado. “Mesmo após a Folha ter revelado a onda de vídeos com conteúdo adulto no Instagram e ter apontado à empresa os perfis que podiam ser vistos por contas de menores de 18 anos, no fim de junho, a veiculação de material idêntico continua na plataforma”.
Apesar de muitas pessoas falarem que nunca viram vídeos de sexo explícito na plataforma citada a Folha insiste que eles existem. O problema não se tem ou não esse tipo de vídeo nesta plataforma, qualquer pessoa de qualquer idade pode acessar sites de pornografia na internet com muita facilidade. O ponto em questão é a tentativa da burguesia de restringir ao máximo o conteúdo político que os jovens podem ter acesso.
Para tentar justificar o argumento de que precisa de mais restrição e censura nas redes sociais, esses órgãos de imprensa se utilizam do que chamam de “especialistas”. Supostos especialistas dão depoimentos de que o tipo de conteúdo apresentado pela plataforma pode prejudicar a formação de crianças e adolescentes. Ou seja, a Folha de S. Paulo que apoia indiscriminadamente o extermínio de crianças e mulheres na Faixa de Gaza por “Israel” e pelos Estados Unidos, aqui no Brasil tem preocupação com as crianças. Óbvio que não.
As restrições e a censura que a imprensa burguesa está em campanha para conseguir contra as redes sociais é na verdade contra o direito democrático de todo cidadão brasileiro que é liberdade de expressão. Na justificativa de banir a pornografia, tem por trás boicotar o direito das pessoas falarem e publicarem nas redes o que quiserem e o que bem entenderem. Não dá para acreditar nem um segundo apenas que a Folha esteja preocupada com a pornografia para crianças.
A liberdade de expressão e o direito das pessoas denunciarem e criticarem quem eles quiserem na internet deve ser uma luta de toda a esquerda. Quanto menos restrições, perseguição, boicote e censura contra a população, contra as redes sociais, maior é a abertura para as denúncias políticas em todos os sentidos.





