A substituição do diesel por biometano nas 60 carretas que levam lixo ao Aterro de Seropédica pode evitar o consumo de 615 mil litros do derivado de petróleo por mês. A previsão é concluir a adaptação da frota até o fim de 2026. O combustível vem do próprio lixo recebido pelo aterro, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A mudança já alcançou 10% dessas carretas. Outros 100 veículos, usados pela Comlurb na coleta domiciliar, também são movidos a biometano. Os números foram divulgados pelo Centro de Tratamento de Resíduos Rio em reportagem do G1. G1, 16/09/2026.
O aproveitamento depende de captar o gás liberado pela decomposição da matéria orgânica. Tubulações atravessam o aterro e conduzem o biogás a uma unidade de tratamento, onde são retirados outros componentes. O metano purificado é armazenado em cilindros e distribuído para uso em veículos e instalações industriais.
Com cerca de 10 mil toneladas de resíduos recebidas por dia, o aterro passa a fornecer parte da energia necessária ao transporte desse material. A troca do diesel também reduz a fumaça preta e a fuligem dos motores. Sobre o desempenho do caminhão, o motorista Salvador Vicente afirmou: “realmente não perde nada, potência 100%, confiável”.
A produção atende ainda sete indústrias e 26 postos de combustíveis no estado. Rafael Botelho Silveira, diretor operacional do centro, informou que a geração de gás deve crescer nos próximos anos, acompanhando a continuidade das atividades do aterro.





