Editorial

Irã declara vitória total e completa sobre os Estados Unidos

A derrota norte-americana é motivo para festa ao redor do planeta, de todos os povos, fazendo da República Islâmica uma estrela na bandeira de luta da humanidade

São poucos os exemplos históricos em que uma potência é obrigada a fazer um acordo vergonhoso, humilhante e sem nem a cobertura moral de um compromisso, uma verdadeira capitulação.

Os exemplos que saltam à mente, como o caso da Alemanha na II Guerra Mundial, foram fruto de uma verdadeira revolução continental. A capitulação alemã resultou de uma devastação militar total — invasão do território, desagregação das forças armadas, tomada de Berlim —, de uma incapacidade objetiva de continuar lutando.

A República Islâmica do Irã declara ter obtido isso através de uma derrota brutal do imperialismo numa mistura de guerra e diplomacia, uma verdadeira derrota política.

Em certo sentido, esse caso é até mais humilhante, pois os EUA ainda têm tropas, arsenal e equipamento para continuar. Contudo, o imperialismo foi tão profundamente golpeado que não consegue reunir a coesão social, a força de vontade para lutar.

Tudo isso apontaria, sim, para a maior derrota dos EUA desde o Vietnã. Melhor dizendo, a maior derrota norte-americana incluindo aí o Vietnã. Nunca antes na história daquele país houve tamanha humilhação.

Lorde Curzon, estadista britânico, uma vez disse que “enquanto governarmos a Índia, somos a maior potência do mundo. Se a perdermos, seremos rebaixados a uma potência de terceira linha”. O homem, considerado um gênio pela burguesia britânica, estava, de fato, certo.

Para os EUA, será a derrota na guerra contra o Irã o seu rebaixamento? O que entrará em seu lugar? Nascerá a famigerada “ordem multipolar” apregoada pelos russos e chineses?

Nada disso está decidido ainda. A notícia é surpreendente, quase que milagrosa, é tão boa que necessita de uma dose enorme de ceticismo. Não é à toa que o próprio governo iraniano afirmou que irá para as negociações com “total desconfiança em relação à parte norte-americana”. Mas, por ora, tratemos-a como verdadeira.

A derrota norte-americana é motivo para festa ao redor do planeta, de todos os povos, fazendo da República Islâmica uma estrela na bandeira de luta da humanidade. Nossos corações estão com eles nesta incrível empreitada, independentemente do resultado das negociações.

Contudo, somos obrigados a dizer: por mais magnânima que seja a vitória, o imperialismo ainda não caiu. Seu domínio sobre a economia mundial se mantém, sua ditadura sobre o regime político da esmagadora maioria dos países se mantém. O que o Irã mostrou, e isso é um feito incrível, é que o imperialismo não pode tudo pela via armada. 

Para a derrota final do imperialismo se concretizar, ele precisa perder o controle da economia e política internacional e isso só pode ser feito por meio de uma derrota do capital imperialista do seu domínio em casa, pela classe operária dos países imperialistas e pela classe operária dos países atrasados com a expropriação do capital nestas nações.

O que esta derrota, uma vez confirmada, fará, é, sim, tornar o imperialismo mais desesperado. Um animal raivoso encurralado é muito agressivo, mas também imprudente. Com essa imprudência, vem a turbulência.

Lênin disse que “existem décadas em que nada acontece e existem semanas em que décadas acontecem”. Nestas últimas seis semanas, aconteceram décadas. Nos próximos meses e anos, verdadeiros séculos passarão.

Viva a República Islâmica do Irã, viva o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica! Viva os trabalhadores iranianos! Viva todo o Eixo da Resistência! Até a vitória final!

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