Em meio à guerra movida pelos Estados Unidos e por “Israel”, o Irã intensificou os ataques contra bases de grupos separatistas curdos instaladas no norte do Iraque. Segundo o Exército iraniano, foram atingidas, em diversas operações, as estruturas de organizações armadas que se preparavam para cruzar a fronteira e agir dentro do território iraniano.
Esses grupos — reunidos numa coalizão que declara abertamente o objetivo de derrubar o governo do Irã — não agem por conta própria. Operam a partir do Curdistão iraquiano, são armados e financiados pelo imperialismo e servem de instrumento para abrir uma segunda frente contra Teerã. O próprio Donald Trump admitiu ter transferido armas a facções curdas para que atuassem dentro do Irã, e algumas delas apresentam “Israel” como aliado. Não são forças de libertação: são peças da máquina imperialista que tenta despedaçar o país.
Diante de uma agressão que combina bombardeios, bloqueio e sabotagem interna, o Irã tem todo o direito de defender a integridade de seu território e de esmagar os grupos que servem ao inimigo. O que o imperialismo chama de “resistência curda” é, neste caso, a tentativa de usar o separatismo como arma de guerra contra uma nação atacada.
A posição dos trabalhadores é clara. Na guerra entre o imperialismo e o Irã, o campo dos explorados é o da defesa incondicional do país agredido, contra os Estados Unidos, contra “Israel” e contra os seus agentes locais. Cada golpe do Irã contra essa segunda frente é um golpe contra a ofensiva imperialista sobre o Oriente Médio.





