Um ataque atingiu no sábado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. A Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita contabilizou 12 mortos e 309 feridos. Um míssil atingiu o complexo dos terminais 3 e 4, usados em voos domésticos, informou uma autoridade regional à agência Associated Press.
As operações foram suspensas e os voos, desviados. Pelo menos 291 voos haviam sido cancelados nas 24 horas anteriores ao ataque. Air India, flydubai, Lufthansa, Pakistan International Airlines e Kuwait Airways suspenderam serviços para Riade.
O ataque ocorreu em meio à escalada saudita contra o Iêmen e ao bloqueio imposto ao país desde 2015. Na segunda-feira, o Centro de Coordenação de Operações Humanitárias de Sanaá advertiu companhias aéreas de que o espaço aéreo saudita se tornara zona de operações das Forças Armadas Iemenitas.
Na sexta-feira, o porta-voz das forças iemenitas, Iahia Saree, anunciou que voos humanitários para Riade dependeriam de autorização do Centro. No sábado, o Iêmen afirmou que a Arábia Saudita havia bombardeado o Aeroporto Internacional de Saná.
Hizam Al-Assad, integrante do birô político do Ansar Alá, declarou à emissora libanesa Al Mayadeen que as forças iemenitas controlam o estreito de Babelmândebe e estão prontas para enfrentar uma nova escalada. O Iêmen dispõe de outras formas de resposta caso os sauditas mantenham os ataques e o bloqueio.
A Autoridade Geral de Aviação Civil saudita informou que ataques aos aeroportos de Abha e Riade, nos dias 6 e 7, deixaram três mortos e 36 feridos. Na quinta-feira, as Forças Armadas Iemenitas reivindicaram um ataque ao aeroporto Rei Khalid. Três sauditas morreram, entre eles um piloto da Saudia, e um avião da companhia foi danificado.





