O refugiado político marroquino Driss Mrani, presidente do Movimento Progressista Marroquino, oficializou um pedido de intervenção e acompanhamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública diante das graves violações de direitos que afirma ter sofrido em Goiás.
A iniciativa busca chamar a atenção das autoridades federais para a responsabilidade do Estado brasileiro na proteção de Driss, cuja condição de refugiado político é oficialmente reconhecida pelo Brasil. A medida também considera a necessidade de garantir que sua integridade física, sua segurança e seus direitos fundamentais sejam respeitados.
O caso remonta à noite de 1º de outubro de 2026, em São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás, quando Driss denuncia ter sido agredido física e psicologicamente por policiais militares, identificados como os sargentos Xavier e Pinheiro. Driss foi chamado de “terrorista”, sofreu insultos relacionados à sua origem marroquina e precisou de atendimento hospitalar em consequência das agressões.
Sua namorada, Karla Gregorine Melo, também relata ter sido intimidada durante os acontecimentos, incluindo a tomada e o exame de seu telefone celular por policiais.
O caso já foi levado à Polícia Civil, ao Ministério Público de Goiás, à Corregedoria da Polícia Militar. Organizações internacionais de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, também foram acionadas.
A formalização do pedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública representa uma nova iniciativa para romper os limites da apuração exclusivamente estadual e exigir atenção das instituições federais responsáveis pelas políticas de refúgio e proteção dos direitos humanos.
Driss busca uma apuração independente dos fatos, a preservação das provas, a responsabilização dos envolvidos e, sobretudo, garantias efetivas de proteção.
“O Brasil me reconheceu como refugiado político e, portanto, espero que suas instituições também assumam suas responsabilidades na proteção da minha vida, da minha integridade e dos meus direitos. Não estou pedindo privilégios, estou exigindo que meus direitos sejam respeitados e que este caso não seja esquecido”, afirma Driss Mrani.




